Domingo, 22.
Outro dia, no encontro com o Filipe em Lisboa, descendo o Chiado, não sei a que propósito, falou-se dos jovens de hoje. Atrevido como sou, logo disparei que a malta “só lá vai com quatro cervejas” e acrescentei “é o que ouço dizer às feministas”. Na sequência desta constatação, não sei porque carga de água, o Filipe disse à colega que o acompanhava: “Este senhor, foi o meu primeiro director”, estupefacção dela no olhar incrédulo que me devolveu.
- Sousa Tavares no Expresso: “Trump é incrivelmente inculto, não sei se terá lido um livro sem ser de autoajuda e é altamente ignorante” O que é que se espera de um especulador imobiliário?!
- Passa de 80 por cento o número de portugueses descontentes com o Governo. Eu sou um deles. A poupo e pouco deixei de confiar numa pessoa que arrasta consigo todo um fadário de esquemas, de alguma incompetência e ziguezagues sem fim.
- Ontem almocei com o João. Não é meu hábito ir a Lisboa ao sábado, mas achei-o muito desmoralizado e fui levar-lhe um pouco de conforto. O homem detesta estar doente, e se lhe digo do meu espanto com a frequência com que adoece, ouço invariavelmente a mesma resposta: “Mas eu há anos que não estou doente.”
- Passei vários meses de um sono de bebé Nestlé. Chegava a dormir dez horas seguidas e a cama era para mim o maior e mais eficiente antídoto para tudo. Agora, há coisa de uma semana, sem saber porquê, um volte-face. Se tomo uma porcaria dita natural, durmo entre os lençóis e por todo o lado. Ando bêbado o dia inteiro, eu que não bebo uma gota de vinho há anos.