Segunda, 30.
Daqui a duas semanas a Hungria vai a votos. Esperemos que vença Péter Magyar fartos como estamos da prepotência e conluio de Viktor Orbán e do seu partido Fidesz com o nepotista Vladimir Putin. Ao que parece, a interferência do ditador russo está por todo o lado, manobrando a província paupérrima com esmolas, comida e assim. A Hungria! E lembrar-me eu que estive nas vésperas de o visitar, quando a entrada de turistas foi proibida devido à Covid-19! Ainda hoje estou à espera que a nossa bandeira, tão querida da esquerda, me devolva o dinheiro da viagem.
- Quem é que acredita nesta gente hipócrita e cínica! Refiro-me à reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 realizada na sexta-feira passada em França, da qual saiu o pedido imediato dos ataques contra civis e infra-estruturas civis no Irão. Sabem quem estava presente? O Secretário de Estado norte-americano (entre nós ministro dos Negócios Estrageiros), senhor Marco Rubio! Irão onde já morreram 1900 pessoas e 20 mil ficaram feridas, segundo a Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
- Entretanto, Israel prossegue a invasão do Sul do Líbano. António Guterres e Pedro Sánchez, alertam para a possibilidade dessa ocupação redundar no mesmo destino do enclave palestiniano. Netanyahu e seus apaniguados, não se resignam ao seu pequeno território (do tamanho do Alentejo) e pretendem estendê-lo no sentido da Faixa de Gaza e para o Líbano, fazem-no protegidos pelo louco da América danadinho por ir a banhos na Riviera palestina. Tudo isto seria cómico, não fora os crimes hediondos praticados por ambos.
- Dito isto, também não aprovo de maneira nenhuma, os actos terroristas contra os israelitas que um documentário da SIC, sexta-feira, nos mostrou. Aquilo é horror impossível de aceitar, de uma crueldade assustadora. No entanto, pergunto-me como foi possível o HAMAS crescer daquele modo, sem que os serviços secretos do Estado, reputados como um dos mais eficazes do mundo, soubessem. Frente a frente com Netanyahu, perguntar-lhe-ia. Um povo que durante quase um século sofreu humilhações e torturas sob a pata dos vizinhos déspotas e militarmente abastecidos, tratados como lixo, sem forças anímicas para repudiar o HAMAS, que se permitiu fazer tuneis e preparar-se para enfrentar o pior.
- “A pior e mais bestial atrocidade cometida pelos seus exploradores foi a seguinte: penduraram nuas as mulheres mais nobres e distintas e depois cortaram-lhes os seios e coseram-lhos na boca, para parecer que as vítimas os estavam a comer; de seguida, empalaram-nas em paus afiados. E fizeram tudo isto no meio de sacríficos, banquetes e crueldades.” Este acontecimento é narrado por Dião Cássio, em História de Roma e se o trago aqui, é para comparar com as crueldades de Netanyahu, Putin e Trump – estes são tão cruéis como os bretões conduzidos pela rainha Boadiceia, mas não observam, in loco, as barbaridades que cometem. Como em Nagasaki e Hiroxima.