Segunda, 16.
Ambos adoram fazer a guerra: americanos e israelitas. No caso destes últimos, depois de dois anos infernais a reduzir a cinzas a Faixa de Gaza e a dizimar para cima de 72 mil palestinianos, retornaram ao Líbano para destruir e matar mais de mil pessoas. O seu escudo protector que diziam ser inviolável, meteu água e muitos são já os mísseis e drones que despejaram por todo o país o fogo fazendo em pedaços sólidos edifícios e matando muitos israelitas. Todos os dias, contra a expectativa do Governo de Netanyahu confiante na protecção do território, caiem mísseis disparados de Teerão não só em direcção a Telavive, como a muitos países do Médio Oriente. É evidente que temos guerra para muito tempo, contrariamente ao que Trump afirmara e desejava que fosse breve. Aqui como em Ucrânia, os ditadores fazem contas que são ratadas pela sua tirania e ódios de estimação. O curioso desta guerra, é o facto de os países árabes nunca terem ripostado - isto devia ser matéria para Israel e sobretudo pra a América meditar.
- De uma assentada saíram mais de 200 euros. Domingo para atestar o depósito do carro a 2,11 euros o litro; hoje duas botijas de gás (a grande 124 euros, a pequena 37 euros). Dizem-nos que estes preços chorudos vão directos aos bolsos dos risonhos empresários que se banham de petróleo e a Putin que se enrola de gozo, todos sob a batuta do camarada Trump e do seu influencer Netanyahu.
- Não sei quem, chamou-me a atenção para a presença na SIC do humorista Vasco Pereira Coutinho, frente a frente com Daniel Oliveira no programa Alta Definição. Tenho de ser franco, nunca tinha ouvido falar no seu nome e muito menos conhecia o que fazia. Foi, portanto, uma revelação para mim o tempo que estive diante do computador a ver a conversa entre os dois. Vasco Coutinho talvez não saiba quem foi Julien Green, nem tão pouco conhece a sua obra literária, mas ele é um discípulo do escritor francês, na forma como se entrega a Deus e na sua disponibilidade para se aceitar de um modo sadio e consciente de que não nos podemos opor à nossa natureza. Aos 37 anos deixou para trás uma vida absolutamente luminosa no sentido da sua entrega aos outros e da fé que o leva a dizer bem alto que quer “ir para o Céu”. Trabalhou quando jovem no bairro da lata em Chelas, foi seminarista em Roma, em Itália deu ajuda numa cooperativa de pessoas com deficiências profundas, enfim, viveu consigo, macerando uma condição que ainda hoje não é fácil de levar, pese embora a bandeira das esquerdas que se servem mais do que fazem pela sua defesa e aceitação.