quarta-feira, março 18, 2026

Quarta, 18.

Eu já sabia da proeza que ontem vinha escarrapachada no Público. O facto é que com Donald Trump tudo é possível e nada nos espanta. Ou, talvez, sim. Esta. Nas reuniões na Casa Branca, o líder supremo, sentado no seu trono com os seus súbditos em volta, para descansar a mente de tanto magicar como invadir este ou aquele país, o estudo do que pode surripiar explicado num caderno escuro que nunca larga, pousou o olhar nos pés dos presentes e estremeceu: “hum... pés pequenos, zizis diminutos” pensou. Então teve uma ideia. Mandou perguntar ao seu grupo de entendidos em direito internacional, bombas de larga potência, secretários e ministros, chefes militares e agentes do FBI quanto mediam os seus delicados pezinhos. Ninguém estranhou tal pergunta e todos responderam sem questionarem a curiosidade do mais poderoso. Uma semana depois, Trump tinha um par de sapatos Florsheim, com dois números acima da medida de cada um. Logo foi como se, no momento em que calçaram os sapatos ao preço de 120 euros cada (nem acho caro, pois há muito que eu pago pelos meus da Massimo Dutti este valor) e em boa verdade também é irrisório para um homem com 20 cm entre as pernas que queira duplicar a sua masculinidade ficando com à altura do abastado octogenário que muito o utilizou a desflorar crianças com o seu amigo Jeffrey Epstein. Enfim, os EUA podem multiplicar as reuniões de Estado assim abastadas de conteúdo e dimensão sem que com isso o país perca a sua virgindade.  

         - Voltando à Améria, desta vez para falar de coisas sérias. Trump, o dono do mundo, pediu ajuda à Europa e a outros países para abrir o Estreito de Ormuz à circulação dos combustíveis, hoje e sempre controlado por Teerão. Teerão que parece invencível. Não obstante as bombas assassinas de Israel e Estados Unidos, o que se vai vendo é que o país estava há muito preparado para a guerra. A obsessão e ódio de Netanyahu em eliminar os seus dirigentes, de tão obcecado está, que nem pensa que por cada figura da república teocrática islâmica que mate, logo outra se ergue com o mesmo dinamismo e revolta de vingança. O controlo daquela mancha de água é tal, que Teerão dá-se ao luxo de deixar passar quem entenda e seja dos seus interesses. Quanto a Trump, naquele infantil modo de governar, logo veio dizer que não precisava do Ocidente nem da NATO. Ele e o corrupto e tirânico israelita, bastam para pôr ordem no mundo. O Presidente, na sua idiota maneira de governar, deixou-se enredar na rede criminosa de Netanyahu e seus fanáticos religiosos, servindo-se de mais uma mentira (como aconteceu no Iraque) que o país dos yatolis tinham para breve a bomba nuclear. Graças a estes dois loucos e fanáticos, o desarranjo mundial aí está a ameaçar-nos a todos para o terceiro conflito mundial.    

         - Ontem foi um dia em pleno. De manhã fui ao lavadouro tecnológico e de tarde tive aqui o senhor José Manuel e um vizinho com um tractor, ambos aplicados em pôr a quinta civilizada. Isto sob a urgência do anúncio da chuva para as 17 horas que, como um relógio suíço, começou a cair tal como os nossos meteorologistas previram. 



A chegada do tractor para levar o taralhoco do cepo para queimar. 


José Manuel, do alto dos seus 75 anos, a dar uma lição a todos os preguiçosos de hoje agarrados aos telemóveis como manjedouras caseiras. 

 
O lume sagrado que ficou pela noite dentro.