quarta-feira, abril 15, 2026

 Quarta, 15.

Dos ignorantes governantes que servem Donald Trump, há um que se realça: J.D.Vance o seu vice-presidente. O homem que oportunamente se deslocou ao Vaticano, em 2025, para saudar o Papa Leão XIV, diz agora que sua santidade deve “ter cuidado quando fala de teologia e questões de moralidade.” Estes cretinos desbocados, a tudo se permitem. 

         - Li não sei onde que os cientistas estão capazes de reverter o sexo de qualquer pessoa. Fizeram a experiência com ratinhos mediante a inserção de uma mutação genética que incide numa região da actividade de um gene em particular, situado numa região do ADN que dá pelo nome de Enh13, que controla a funcionamento do gene Sox9. Daqui até ao desafio prepotente dos ditos machões para suspender o desejo de quem, não se sentindo bem na natureza com que nasceu, pretende mudar. Ou o ataque cerrado aos homossexuais que pela força vão ter que mudar de desejos por decreto ditatorial de uma qualquer aventesma, macho bem entendido, que decreta a masculinidade no seu reino. E lembrar-me eu que Hitler, não dispondo desta arma, pura e simplesmente, mandou assassinar todos homossexuais que pôde. Todavia, a realidade, era outra: nos quarteis – generais, capitães, altas patentes – reinava o regabofe com os mancebos, servindo-se da eugenia que tanto beneficiou Hitler no dito apuramento da raça. Seja como for, no cerne de tudo isto, está o ataque costumeiro à liberdade. 


terça-feira, abril 14, 2026

 Terça, 14.

Se o acordar se estendesse pelas manhãs e tardes, estava liquidado. Raros são os alvores dos dias que me consintam a alegria do despertar. Todas as catástrofes do mundo desaguam muito antes de abrir os olhos, uma teia de frustrações e desastres, medos e titubeias embrulham aqueles instantes que parecem uma eternidade. Levanto-me, hesitante, tateando o espaço e o tempo, à espera do que vem a seguir, perdido como me encontro à procura de me achar a mim mesmo. Quando abro as portadas e a natureza se estende com os primeiros raios de sol, os cantares da passarada, o caminho ao fundo onde não passa ninguém, mas de onde me chega o frémito de vida que me banha por inteiro e dura até ser noite, todos os fantasmas mergulham nas profundezas dos infernos e levanto a voz ao Criador num agradecimento ao dia resplandecente que tenho a graça de viver... 

         - Sim, foi estrondosa a vitória de Péter Magyar. Dos 106 círculos eleitorais na Hungria, 93 pertencem ao partido Tisza do primeiro-ministro eleito e uns modestos 13 ao Fidesz de Viktor Orbán. A União Europeia canta de contentamento porque vai poder desbloquear muitos milhões que o anterior governante travou e levou o país à miséria. Zelensky vai decerto entender-se melhor com a Hungria que deixou de andar a reboque de Putin. Mesmo assim, quanto a mim, é de realçar a atitude de Orbán ao aceitar a derrota e ao felicitar o seu sucessor. 

         - Fui à piscina não obstante a dor nas costas causada por trabalhos aqui. Nos chuveiros, vi um homem magro como uma tábua de passar a ferro, nu, de uns quarenta anos, careca embora peludo de corpo, com uma nuvem de cabelo que descia da zona occipital até meio das costas, personagem inquietante, lento de gestos, passeando pelos corredores naquele estado, e depois demorando-se horas a secar com o secador do estabelecimento, as franjas negras que lhe tocavam os rins. 

         - Assisti igualmente à chegada de uma gorda, gorda como não podia mais, aplaudida pelas companheiras que estavam na água às ordens de uma técnica ucraniana, naqueles exercícios ditos de hidroginástica, acompanhados com canções de Carlos Paião. Parei o meu exercício cheio de curiosidade de ver quantos litros de água saltavam para fora da piscina com a sua entrada triunfal. Mas a senhora desiludiu-me, com o corpo que construiu ao longo dos anos, necessitou de se apoiar no corrimão e nos braços de duas colegas. E logo me lembrou a Alice que frequenta a piscina em Caldas da rainha onde mora, quando me diz que pensa em mim ao chegar aos balneários e olha para as colegas gordas, de fartas mamas, rabos enormes, quando comento com ela o espectáculo de horror que tudo aquilo deve ser. 


segunda-feira, abril 13, 2026

 Segunda, 13.

Como se previa em tudo em que Trump se mete, desta vez o princípio de acordo com o Irão comandado pelo oportunista Vance, foi mais um falhanço. Danado, o pobre homem, logo ameaçou o Irão com envio da Marinha dos Estados Unidos para bloquear os navios que entrem ou saiam de portos iranianos. Governa apenas com a força, porque a inteligência é algo que nunca se instalou na sua mente. Viver da especulação não dá estatuto superior.  

         - A criatura dispara em todos os sentidos, com aquele vocabulário rasca que é o seu e ficou apanágio da sua equipa. Nem o Papa escapa. Para o débil Presidente, Leão XIV é “fraco em matéria de criminalidade e péssimo em política externa”. Pergunta-se a quem se refere ele, quando o retrato traçado mais parece cópia perfeita da sua tremenda ignorância e alarvidade.  

         - A Hungria, enfim, liberta da pata dos EUA e da Rússia. A vitória de Magyar parece ter rondado os 80 por cento! Esmagadora. A hegemonia dos poderosos que pensam ter o mundo nas mãos, quando confrontada com a vontade dos povos, desmorona-se. A esquerda lá do sítio, também ficou reduzida, assim como a extrema-direita. Está tudo farto desta gente salvíssima, muito estreitada cinicamente “aos mais necessitados,” “ao nosso povo”, mas, a coberto destes, esconde-se o totalitarismo e as algemas. Já Gide quando após a Grande Guerra foi convidado para visitar a URSS, na volta declarou “aquilo é idêntico à extrema-direita”. Se a Federação Russa ou a China fizessem eleições agora, seriam amortalhados nos destroços dos seus despotismos. 

         - De igual modo em Israel onde a lei do mais forte impera. Benjamim Netanyahu, preferiu reduzir a escombros toda a Faixa de Gaza e, não satisfeito com o monstruoso crime praticado, atirou-se agora ao Líbano onde já morreram mais de 2.000 pessoas e milhares ficaram feridas devido ao bombardeamento contínuo e à usurpação do território, tudo para escapar ao julgamento por corrupção e outros crimes. Se a isto se chama democracia, falo dos Estados Unidos, China, Rússia, Israel, de nada serviu o exemplo de Hitler ao usar a democracia para instalar a pior ditadura na Europa.    

         - Por cá é o vergonhoso avanço através da lixeira a céu aberto que é as redes sociais, onde jovens alienados impõem a supremacia masculina sobre raparigas indefesas. Segundo os dados recentemente conhecidos, um quinto dos arguidos por violação tem menos de 20 anos de idade. A Internet, desafia pelas imagens, diálogos, pornografia a violência contra as mulheres e as loucuras sexuais.

         - Aqui continua um frio glacial. Vou ter que acender de novo a lareira enquanto o Sr. José Manuel ocupou parte da manhã a cerrar madeira e a queimar os sobras da tempestade do mês passado. A quinta está a adquirir o seu estatuto principesco. O espalha brasas caiu-me do céu e transformou este espaço numa planície de encanto. Gosto imenso dele.  


domingo, abril 12, 2026

Domingo, 12.

Ia-me a esquecer de informar que o ditador Kim Jong-un, foi reeleito para o mais rentável cargo político da Coreia do Norte. Eles chamam àquilo República Popular Democrática! Este “democrata” junto com os camaradas da Rússia, China, Israel, Irão, etc. tem um alto sentido de humor ou tomam-nos por idiotas?  

         - As eleições que hoje têm lugar na Hungria, são fundamentais para o destino do país como da União Europeia. O sinistro J. D. Vance, capitão de brega, esteve lá a apoiar o amigalhaço de Putin. Tanto ele como o patrão Trump, estão em campanha para destruir a União Europeia. Os ditadores, de direita ou esquerda, entendem-se às mil maravilhas. Tomando o povo húngaro por lorpa, num comício, em Budapeste, apelou ao voto em Orbán contra Péter Magyar. Mas disse ainda que a sua visita era um sinal de apoio “especialmente aos burocratas de Bruxelas” que acusou de serem “um dos piores exemplos de interferência eleitoral” – ele que veio dos confins do globo intrometer-se nas eleições presentes! A esta tropa fandanga que nos governa, lata não falta e bom senso muito menos. 

         - A polémica miserável que por aí vai, a propósito do nome e da obra de José Saramago, discutida como plataforma de aprendizagem do português nas escolas. Uns são contra porque o homem distribuía sabedoria de esquerda; outros porque a sua forma de escrever o português é demasiado complexa para os conhecimentos (e cabecinhas) dos alunos. Então, a dada altura, alguém aventou (dentro dos esquemas mesquinhos e pequeninos dos que ensinam e governam) que não estava em causa a ideologia do romancista, tanto assim que para o substituir vinha outro, Mário Cláudio, alinhado politicamente com o nosso Nobel. A pergunta que faço é esta: “Vocês os que possuem teorias literárias, leram porventura algum livro do autor que propõem?” É que se Saramago vos é inacessível, Cláudio eu vou ali e já venho...   

         - Soubemos no final da semana, que a Santa Casa teve lucros no montante de 43,6 milhões de euros! O que se pergunta é quem ficou sem assistência, quem morreu de fome durante o ano passado, quem vive na rua ou em condições inumanas.  

          - Estou de lareira acesa. O vento aqui anda e ciranda em torno da casa, o frio acompanha-o e para não morrer regelado, voltei ao conforto do Inverno. 




sábado, abril 11, 2026

 Sábado, 11.

O ladrão da corte, José Sócrates, é notícia por andar a fugir à cadeia. Na mente deste génio, com diploma tirado ao domingo, e que se integra no feliz acrónimo criado pelo eminente professor jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto TACO (Trump always chikens out), a sua inocência só é provada por um núcleo de portugueses onde se integra a esquerda extremamente bem representada pelo João Corregedor. A esta esquerda sectária não bastam os anos e a quantidade de processos, as provas provadas pelas escutas, o modus operandi da personagem, a sua ligação a este e àquele, os milhões que tudo compravam dizendo-se pobre e a viver dos dois mil e poucos euros da reforma do Estado, as juras que esses milhões lhe foram emprestados pelo empresário de Leiria com a garantia de lhe devolver até ao cêntimo. Como é possível que esta palhaçada convença o comum dos portugueses, que seja uma manobra política como a criatura quer fazer querer? O homem, com aquela barriga proeminente, aquele ar desafiador, que menospreza a justiça e os seus agentes, deixa todas as semanas o seu refúgio na Ericeira e surge nos ecrãs da televisão numa guerra que só tem um objectivo: atrasar e remeter os prazos de forma a prescreverem e ele sair inocente de todas as falcatruas que praticou. Para isso pergunta-se de onde lhe vem tanto dinheiro para pagar a advogados durante estes últimos dez anos!? Se se diz pobre...  

         - Ontem tinha, enfim, aprazado um almoço com a Alzira. Todavia, ao meio-dia, telefonei a desmarcar porque estava em guerra com o banco e as suas complicações de acesso à conta. Eles, todos, dizem que é para nos defender de intrusos, mas eu respondi ao funcionário brasileiro que me recebeu que os vigaristas, com ou sem excesso de zelo, fraqueiam tudo e são eles que devem milhões aos bancos forrados de segurança. 

         - Como estava perto do Corte Inglês, dei um salto ao último andar para almoçar. Aquela gente sabe do negócio. Como a razia de clientela é notória, reparei que os pratos tinham descido 2-3 euros. Não será muito, mas o suficiente para recolher a simpatia e forçar a tentação de novas idas ao restaurante. Por todo o lado, é visível o abandono dos clientes com todos os andares vazios, os restaurantes sem filas, um movimento escasso e as chegadas ao telemóvel dos descontos para esta e aquela secção. E ainda a procissão vai no adro. 

         - Aquela ideia maluca de que eu sou bonito, desinquieta-me. Esta semana, pelo menos duas pessoas mo assinalaram. A última foi hoje de manhã o barbeiro. Encontrei o brasileiro que me rapou todo e um outro (português) que me tinha cortado o cabelo há uns meses. Digo a este: “Outro dia um tipo brasileiro que não percebia o que eu dizia, dizimou-me a cabeça onde já pouco cabelo existe.” E ele olhando-me, responde: “Ficou mais bonito.” Aí aquele que me causou os estragos para além de se identificar, disse concordar com o parecer do companheiro. E eu para rematar a conversa: “Não fiquei - sou bonito.” À mon âge! Gargalhada geral. 


quarta-feira, abril 08, 2026

 Quarta, 8.

O mundo regozijou-se com a suspensão da guerra sob a batuta do primeiro-ministro do Paquistão na base do programa posposto pelo Irão. Trump, o Hitler dos tempos modernos, vingativo e ignorante, chamou a si esta como todas as restantes vitórias que o mundo nunca teve nem virá a alcançar. Por duas semanas, dizem, vai haver tréguas, pelo Estreito de Ormuz irá passar o querido petróleo tão indispensável ao mundo civilizado e desenvolvido, os mísseis que arrasarão o Irão e o deixarão na “idade da pedra” ficarão suspensos, não haverá ameaças de Israel sobre o Irão como sobre o Líbano. Esta paz aldrabada, está explícita no comunicado do governo de Netanyahu:  “The two-weeks ceasefire does not include Lebanon.”

         - Anda aí o espalha brasas. Desta vez, decidiu acolher o que lhe pedia e se resumia a duas coisas: aproveitar o tempo para queimar os mortos da intempérie e começar a cortar a erva ruim em volta da casa. Deste modo, quando pelo meio-dia olhei através da janela, já o espaço me pareceu digno de um príncipe esquecido nos subúrbios do tempo. 

         - Francis foi a enterrar ontem no cemitério de Saint-Denis. Os amigos mais chegados, conseguiram através do notário, chegar a uma conta bancária que permitiu pagar a estada na câmara frigorífica do hospital e haver um enterro condigno. Diz-me o Robert que esteve presente, uma dúzia de pessoas compareceram e um dos mais próximos do defunto, fez o elogio fúnebre realçando a sua imensa cultura em vários domínios, sobretudo em História de que era um ilustre conhecedor. Que eu posso testemunhar, pois chegava a estar uma hora ao telemóvel comigo, desenvolvendo teses que eu contrariava como podia ou ele me deixava. Que Deus o tenha. 

         - O português de hoje surpreende-me e revolta-me. Os nossos políticos chegados de urgência após-25 de Abril, trataram (e muito bem) da iliteracia do povo, varrendo da sociedade o analfabetismo. Mas descuidaram a educação e deixaram através dos anos de incutir a Cultura. O futebol, os concursos, os concertos estivais, são suficientes para dar resposta a esse incómodo que é o conhecimento. A nossa língua, que alguns cultores dizem ser a nossa pátria, anda pelas ruas da amargura. A começar pelos políticos que falam um português de ralé e aquelas jornalistas que inundaram as estações de TV, e comunicam por monossílabos desajeitados. Um exemplo muito frequente: “O porquê de tudo isto que vai ser impactante para o futuro...” Horror, Horror! 


segunda-feira, abril 06, 2026

 Segunda, 6.

Lasso. Ontem tive que interromper o ritmo da minha vida para me consagrar ao repouso absoluto. Com tonturas que há muitos anos não me desnorteavam, esmagado por elas, vegetei entre livros e TV, a maior parte do tempo espojado na chaise longue. Para a noite já me sentia melhor e hoje estou como novo. Todavia, forçado a abrandar, dei-me conta de como os dias e os anos têm sido preenchidos na azáfama do quotidiano. Tenho mesmo a impressão que nunca tinha feito uma desaceleração como esta. Senti-me um felizardo, um tipo cercado de criados silenciosos, que me vigiavam sem que eu desse por isso, soba refratário que observa do alto do seu trono, um sorriso macaco traçado no rosto contente, a orla das horas desfiando para si as memórias de outros tempos fixadas na lisura dos instantes subitamente presentes. Pela tarde, em sopros claros, chegavam os aromas da minha estadia em Coimbra. Não sei explicar. Era como se a minha mente voltasse ao Colégio Camões, aos meus colegas, àquele lar que dava para o campo de futebol, o meu quarto virado para o terreno que vinha lá de cima do edifício central, amparado por um muro alto, rente à estrada alcatroada do bairro social, com vivendas de dois andares, onde vivia uma mistura incrível de classes: professores universitários, polícias, empregados bancários, etc. À entrada, vencidos os dois degraus de mármore, virando à esquerda ficava a sala comum onde nas tardes soalheiras se discutia futebol e gajas boas. Depois, mais adiante, pelo corredor em face, ladeado de quartos individuais dormiam e estudavam muitos dos meus camaradas, filhos da elite endinheirada no Norte. Um deles, de nome Zamite, filho de um médico de Mira, com quem jogava bilhar às três tabelas no café do Manel, na Cumeada, e onde muitas vezes se juntavam o Rui e o irmão, filhos de um comandante da Polícia, que viviam na rua de cima em frente ao lar. Eram momentos divertidos, abastecidos do imediato debitado pelo instante, mas igualmente da excitação do que surge do fundo dos sentimentos ou no espanto que ilumina para sempre a vida. Na juventude, mesmo os mais feios, são bonitos. Era o caso dos manos Cardoso de uma beleza sólida, servidos por um corpo abandonado, sem certeza de coisa nenhuma, rude, os rostos emoldurados de um sorriso leve, natural, que deixava sobressair duas fiadas de dentes imaculadamente brancos; quanto ao meu colega, pára, não entres pelos labirintos que dão forma e consistência ao que jaze na vala comum da dissimulação e nunca perde a forma que os olhos oferecem sem nada em troca ao coração...  

         - Alexandra Lucas Coelho: “Depois de séculos a perseguir judeus, culminando no Holocausto, a Europa fez a Palestina pagar as culpas europeias. Limpeza étnica em 1948, ocupação com colunatos em 1947, genocídio desde 2023, pena capital na Páscoa de 2026, Jerusalém é hoje uma cidade refém de Israel, como toda a Palestina (e em breve todo o Líbano acrescento eu), onde nenhum cidadão do mundo pode pisar se Israel não quiser.”

         - Comigo é sempre uma questão de excitação. Entusiasmo-me por tudo e por nada e o resultado sai sempre nulo quando não enfio a armadura da calma. Hoje, contudo, pela primeira vez, dispus-me a preencher o IRS sem ajuda de ninguém – e consegui! O meu IRS não obedece aos parâmetros do pré-preenchido, ficando a faltar o mod. 3 da coxearia. Munido de toda a calma e atenção, fui desbravando página a página o modelo das despesas e dos ganhos. Demorei um nico, mas rejubilei quando o sistema me disse, cara a cara, que estou cada vez mais inteligente. Agora é só esperar pelos carcanhóis que me fazem muita falta. Consignei o meu IRS à Fundação Salvador.