Quarta, 13.
Às vezes dou comigo a pensar que a actividade dos políticos é falar, falar, falar transformando-os nuns fala-baratos. Nunca a gritaria foi tão ameaçadora, nunca o 25 de Abril foi tão gritado, tão imposto, tão obsessivo sobretudo na esquerda. Isto não é em vão. O “25 de Abril sempre” esconde o fracasso, o embuste em que mergulhou o país. Grita-se por essa data, para esconder as promessas nunca concretizadas, os programas falhados, a vida dos portugueses reduzida à pobreza, ao dia-a-dia, as mãos cheias de coisa nenhuma, as profundas desigualdades, as instituições falidas, a saúde pelas ruas da amargura, uma juventude agressiva, analfabeta, básica sem princípios morais, desumanizada, em conclusão uma tristeza. Quem muito fala, pouco acerta, diz o provérbio.
- Descobri que é excelente não nos fixarmos num médico exclusivo. Ignorado pelo SNS, outra saída não tive que procurar um clínico no sector privado. Foi ele que, mediante a toma de um comprimido por dia (eu intercalei dia sim, dia não) deixei de ter dores lombares e passei a coxear melhor. Sobretudo depois de meses e meses sofrendo, estar hoje intacto e apto para prosseguir caminho. Antes, o que me fora receitado, era encharcar-me de Bem-u-Rom. O curioso da situação é que, quando me queixei ao Dr. Simões das dores nas costas, ele respondeu: “Vou dar-lhe um medicamento que os ortopedistas dão a casos como o seu.” Ah, como é agradável voltar à coxearia dos meus tempos de rapaz que tanto atraía os olhares delicodoces que muitas vezes fecharam noites de sonho...
- Pobre Zelensky! Não lhe bastava o esforço de uma guerra que dura há quatro anos, como a ganância dos mais próximos chafurdando na nojeira da corrupção. Um seu directo e íntimo colaborador, está indiciado por embolsar milhões da reconstrução do país.
- Por muitas voltas que dê, não consigo compreender por que razão podem os EUA e outros países possuir a bomba nuclear, e negá-la ao Irão. Será que a sua é menos mortífera, espécie de lança flores perfumadas?
- O Chega de André Ventura tem andado muito agressivo a apregoar a baixa de anos para a reforma. Contestam todos os outros com o pretexto de que a Segurança Social não aguenta e vai à falência. Deve ser por isso, que a sociedade pós-25 de Abril, abriu tantas excepções não só para políticos como para juízes. Aqueles foram emendando a mão ante a fúria do povo, sem esquecer que todos usufruem ainda de outras reformas acumuladas com funções e negócios no privado. Oh, oh esta gente não se descuida!
