Quarta, 4.
São de registar as palavras de Pedro Sánchez que redimensionam a sua singular e lúcida posição sobre a selvajaria de Trump aliado a Netanyahu e vice-versa, para justificar a recusa de utilização pelos americanos das bases militares em Espanha. Donald Trump, como é seu hábito e não só dele como de todos os ordinários sem educação nem princípios, chamou os piores nomes a Espanha e ao seu líder, ameaçando cortar todo o comércio com o país vizinho. Em sua defesa, chegou o chanceler alemão, afirmando que a Espanha faz parte da UE e todos acordos comerciais têm de passar por Bruxelas. Contudo, é de realçar e enobrecer os princípios que Sánchez evocou e fazem parte da sua ética pessoal e do cumprimento das leis internacionais que não deixam o mundo cair no lodaçal americano-israeliano: “Não vamos mudar por medo de represálias”, e acrescentou: “a invasão do Iraque de 2003 criou um mundo mais inseguro e uma guerra no Irão não criará uma ordem internacional mais justa, um ambiente mais saudável ou uma vida melhor para as pessoas comuns” e sem papas na língua, “os governos não devem jogar à roleta russa com o destino de milhões" de pessoas. Ouviu, senhor Luís Montenegro?
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| O Irão a ferro e fogo, espectáculo de horror tão ao gosto americano-israelita |
- Outra magnificação ao Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, ao dizer aquilo que eu próprio penso, a saber, que a guerra levada a cabo por americanos e israelitas, desencadeia em todas as nações o incremento do arsenal nuclear.
- Como explicar o que me aconteceu hoje. A noite passada, rente à madrugada, sonhei que tinha entrado para tomar a bica no café antigo aqui da vila. O filho dos donos, um rapaz alto, esguio, com um friso dos dentes alvos, um pouco tímido, bem parecido, quando se aproximou da minha mesa para nela depositar a bebida, estendeu-me a mão para um cumprimento, disse-lhe: “Tenho direito a um aperto de mão?” Ele sorriu e foi ocupar o seu lugar ao balcão. Daí a momentos acordei. Acontece que esta manhã, enquanto esperava que o lavadouro tecnológico terminasse as operações, entrei no Continente para fazer tempo e tomar um expresso e ler o jornal. De repente, quem é que vejo na minha frente? O rapaz em pessoa com quem havia sonhado. Cumprimentámo-nos e eu contei-lhe o que acabei de descrever, ele: “Curioso. O que é que isto quer dizer? Eu acredito que coisas assim não são por acaso, até porque não tenho o hábito de vir aqui e só entrei porque vou comprar uma máquina na Vorten. Que quer dizer isto?” disse convidando-me a tomar café no seu restaurante, mas “é meu convidado”. “O sei, mas não digo”, respondi.
- A queda que eu dei no início da semana ao entrar na cozinha, tem-me provocado dores intensas. Penso que não danifiquei a anca, mas a mancha negra na bolacha da nalga, é grande. Ontem, fui, enfim, à farmácia comprar Hirudoid.
- Trabalho no café da Fnac antes de ir ao oculista colocar a lente esquerda (sem riscos). Cheguei à página 50 da correcção no romance. A Primavera espreita.
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