Segunda, 25.
A moda das flotilhas de misericordiosos rumo à Palestina veio para ficar. Mas, desta vez, teve um grande mérito: abanar a hipócrita e ronceira União Europeia. Isto porque o básico governante ministro de Netanyahu, Ben Gvir, entendeu deleitar-se com os 430 activistas detidos, algemados, todos a monte, de cócoras com a cara no chão, e de tão divertido filmou a cena às gargalhadas com a bandeirinha israelita a acenar ao vento num gozo de troça nunca visto. Vai daí, a Itália, França e, imagine-se, até Portugal, formalizaram um pedido à UE para a discussão de sanções económicas a Israel. Até aqui, os 27 estados-membros, nunca tinham dado pelos horrores praticados em Gaza, no Líbano e mais não sei onde. Agora que pessoas da União Europeia se insurgiram e foram maltratadas e humilhadas, é que notaram que Israel com o corrupto primeiro-ministro à frente de um governo de ultras, matou 75 mil palestinianos e para cima de 3 mil libaneses sem falar na destruição criminosa de dois países independentes. O mais incisivo, ele que não tem conhecimentos corridos do que se passa para além da fronteira portuguesa, e tem tido uma presença obscura por onde nos representou, falo de Luís Montenegro, defendeu a suspensão parcial do acordo comercial com Israel! Eureca! Se uma tal proposta tivesse chegado da Espanha ou da França, vá que não vá. Agora de Portugal e ainda por cima do primeiro-ministro...
- A gente vê e ouve e de cada vez que vemos e ouvimos, é para registar que desta vez foi mais forte, houve mais mortes e destruição. Refiro-me à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A noite passada, Putin, ordenou o uso de um míssil hiper-sónico que ao chegar a Kiev se divide em várias direcções, causando mortes e destruindo as zonas do impacto. A capital parece ter sido o alvo e já vão quatro anos de uma guerra que o ditador pensava terminar numa semana.
- Comecei as regas e ainda a quinta não saiu dos horrores deste Inverno. Glória à hortênsias que começam a exibir a sua beleza em cumprimento a quem se aproxima de casa.