segunda-feira, outubro 12, 2026

 Segunda, 12.

O país vive “à Ronaldo” como deseja Luís Montenegro. Desse modo, nasceu OE visivelmente pensado nos mais favorecidos, deixando de lado a pobreza que se vem acentuando de ano para ano. Em 50 anos, foram sempre os mesmos a governar-nos salvo no período sinistro da “gerigonça” de tão saudosa memória para o PCP e Bloco de Esquerda, que consagrou António Costa como o homem que conseguiu aglutinar num mesmo Governo a esquerda, mas de olho pesquisando e estudando a personalidade da senhorita que preside à UE com quem acamaradou até ao cargo que hoje ocupa e para o qual não lhe vejo nenhuma aptidão ou conhecimentos. 

         - Não quero com isto chamar o Chega como faz Passos Coelho. Devia, em abono de Portugal, estar satisfeitíssimo por ver duas eminentes personalidades a disputarem-se para o cargo de chefe do governo: o antigo governante e o ex-governador do Banco de Portugal. Um e outro, quando instados, respondem que não têm ambição política alguma, senão a de ajudar o país a sair da eterna miséria. É o blá blá do costume. Passos Coelho que durante a troika esteve à altura dos acontecimentos, não percebeu ainda o partido Chega que, tal como o PCP, o Livre, os resquícios das senhoritas do BE, vive tão só do desconsolo do povo, das suas legítimas aspirações nunca realizadas, da revolta e do imediato, própria de partidos que tudo podem prometer porque sabem nunca serão poder. É o caso do Chega, vive do tumulto, do oportunismo, do descontentamento nas ruas, não possui programa, não tem dirigentes, técnicos, pessoas com carisma e força de liderança, sendo André Ventura o carismático dirigente de um partido onde só existe ele. Sem que com isto lhe retire valentia. De resto, é graças a pessoas como ele – Marine Le Pen, Jean-Luc Mélenchon – para só citar estes dois, que a direita de Ventura prolifera. Não é tanto por aquilo que apregoa, mas por aquilo que as esquerdas lhe oferecem em promoção gratuita. 

         - É inevitável falar da França onde a revolta não larga as ruas de Norte e Sul. Aqui como por lá, a governação é rotineira, sem criação, sem pesquisa social, sem pessoas que se lembrem que trabalham não para si, mas para toda a comunidade. Para isso é que há ministros e secretários de Estado, administração pública e gabinetes disto e daquilo, multidões de funcionários que se deviam ocupar das pessoas e da vida prática da nação. Digamos que o dinamismo é o motor impulsionador da vida moderna, impeditivo da ronceirice, da ocupação das horas sonolentas pelos ministérios, do deixa andar. A França é, por assim dizer, um país pobre. Os franceses não querem assumir esta pobreza, deslocam o olhar dos quase 121% de dívida pública em relação ao PIB. Não é ainda a miséria, mas para lá caminha. E isso sentem os cidadãos no dia-a-dia. Mas quando por ciclos a sociedade é sacudida, num ápice aparecem as soluções que todos necessitam. Pergunta-se por que não vieram antes. O Governo francês, de repente, diz que tem mais 3 mil professores em falta nas escolas e universidades, que possui uma verba astronómica para obras nos edifícios públicos, não vai haver mais frio ou calor dentro das salas de aulas, enfim, o paraíso terreal abrir-se-á para as gerações presentes e futuras. Que blá blá monstruoso. 

         - Somos governados por ditadores, doidos varridos, impotentes, arrogantes, aldrabões, complexadas criaturas que despejam a impotência sobre milhões de seres humanos. Parece que um fosso se abriu por todo o lado depois da chegada de Donald Trump e do fundo subiram à vez dezenas de tarados irmãos gémeos de Hitler. Perdeu-se a dignidade dos cargos públicos, a linguagem da rua subiu aos palácios presidenciais, aos parlamentos, às cadeias de televisão, a essa vala de lixo que é a Internet. Desde aquele pobre coitado, Peter Hegseth, outrora apresentador do canal de televisão Fox, hoje secretário de Defesa dos Estados Unidos, que se apresenta de peito nu, decorado com grandes tatuagens, ter dado permissão para que o fuzilamento do psiquiatra militar que matou 13 soldados numa base americana seja transmitido em directo, temos o regresso ao mundo das trevas, à Idade Média. A estes energúmenos que nos governam, tudo lhes é permitido em nome da “democracia” que convive bem com o poder absoluto de cada qual. 

         - Estão aí dois homens a arranjar o que o espalha-brasas escaqueirou. Entraram às oito e ao escavarem para encontrar o cano que foi cortado, descobriram outro de onde há muitos anos se evade água para as profundezas da terra. O mais novo andará pelos trinta e poucos anos, o outro pelos cinquenta. O primeiro é magro, corpo inteiro e limpo, um piercing em cada sobrancelha; o mais velho, cabelos brancos, delgado, alto, ambos flutuam num entendimento suave, numa bolha sensível, por onde se escapa um segredo que não ousam expor ao comum dos mortais. Cala-te boca halitosa, cabeça delirante


sábado, outubro 10, 2026

 Sábado, 10.

Ao ver a luta dos jovens e idosos por habitação condigna e a preços decentes (na sua origem a falecida Maricarmen), ocorre-me um pensamento sobre Julien Green que, octogenário, recebeu do proprietário do apartamento onde vivia, em Paris, ordem de expulsão. Se o recordo, é para dizer que a exploração e especulação imobiliária já vem de longe, pelo menos dos anos oitenta do século passado. Também não esqueço que o actual primeiro-ministro e o Presidente da Assembleia da República, são donos de vários apartamentos e vivendas, o primeiro abafou o que diziam os jornais sobre a capacidade financeira de um homem que fez a sua vida no salão redondo do Parlamento; o segundo não se sabe como conseguiu coleccionar tantas casas e ainda por cima esquecer-se de as mencionar na sua folha de bens obrigatória por lei. Enfim, somos isto. 

         - Ontem fui à Brasileira levar à senhora da limpeza (talvez devesse dizer técnica auxiliar...), uma mulher notável, culta, civilizada, não sei de que nação africana, um pequeno saco com romãs. Mal entrei, parecia que tinha chegado o rei de um qualquer país escondido atrás do mundo visível, pois o entusiasmo das raparigas e rapazes foi tal que me obrigou a cumprimentá-los de mão a todos e a cada um. Esperei uns segundos porque a encontrei a limpar os wc, por sinal sempre sujos devido aos turistas nojentos. Se fiz este gesto, foi porque o ano passado lhe ofereci uma romã que devia ter quase meio quilo e ela levou meses a glorificar-me pela oferta. A semana passada, ofereci-lhe uma caixa com dióspiros e então tive direito a dois beijos faciais – agora assim fazemos sempre que nos vemos. 

         - É visível há muito que Trump não é Presidente dos EUA, mas homem de negócios que tomou a nação americana como uma grande empresa. Não faz política, faz negociatas para si e para os seus cúmplices e amigos. Disso é prova o acordo que acaba de realizar com o seu amigo Vladimir Putin, comprando-lhe 300 mil toneladas de gasóleo de imediato, mais 500 mil em Novembro e por aí adiante, sem se importar com o jeito que essa venda vai dar à Rússia em guerra há quatro anos contra a Ucrânia. Ele imagina que deste modo terá do seu lado os votos dos americanos nas intercalares de Novembro. 


sexta-feira, outubro 09, 2026

 Sexta, 9.

Portugal, para nossa desgraça, não passa disto: a corrupção devora-nos. Ontem, cerca de mil elementos da Judiciária, andaram por todo o país à cata dos vigaristas que montaram um esquema de tal modo sólido e extensivo ao estrangeiro, de fuga ao IVA. No plano o Estado ficou sem 450 milhões de euros e deteve 39 implicados que faziam vidas de milionários onde os automóveis de 100 mil euros imperavam, a par de vidas airadas de luxo saloio e fantasias sem limite. O submundo dos pobres, dos trabalhadores honestos, esforça-se para manter a dignidade do país – em vão. 

         - Netanyahu e os companheiros ortodoxos, recordaram o terceiro ano do atentado terrorista onde morreram mil e poucos israelitas. De então para cá, mataram 75 mil palestinianos inocentes, reduziram a escombros toda a Faixa de Gaza, fizeram um acordo de paz e não cumpriram, associaram-se ao louco Trump no ataque ao Irão, invadiram o Líbano, estão a destruir a Cisjordânia. 

         - O espalha-brasas causou tantos estragos levando a eito tudo sem pensar, que provocou um curto-circuito, a bomba avariou, tive uma inundação na casa das máquinas; para acudir a este desastre chamei o técnico do furo, dois canalizadores e por certo a conta da electricidade vai ser de montante. Até agora já desembolsei 120 euros. 

         Vim no autocarro que me trouxe de Lisboa a pensar no senhor José Manuel e com os meus botões disse: “Não posso desfazer-me de uma pessoa como ele que, quando da tempestade do início do ano, veio aqui numa aflição cortar as árvores tombadas, passou nesse trabalho uma manhã e quando lhe perguntei quanto lhe devia, me respondeu: `Numa aflição não se leva nada.”  


quinta-feira, outubro 08, 2026

 Quinta, 8.

Ontem, quando desci do último andar do C.I. onde estivera a almoçar (os preços estão a galopar), passei na loja Rolex e parei para observar um relógio de pulso. Talvez me tenha demorado um tanto, porque o funcionário aproximou-se a perguntar se queria alguma informação. Contudo, o que me retivera o passo, fora o seu preço: 61 mil euros! Respondi: “Se ao menos este modelo retivesse o tempo!” Ele sorriu e afastou-se, talvez pensado: “Um filósofo a esta hora!” 

         - Uma cientista russa morreu vítima de uma bactéria quando trabalhava no seu laboratório na Sibéria. Logo o mundo se inquietou e informações foram pedidas, mais a mais porque as colegas ficaram de quarentena. Sendo o regime uma ditadura, dali só sai o que o chefe autorizar. A Europa e o mundo, reza para que não tenhamos outro vírus idêntico ao da Covid, uma vez que o retrato parece tirado a papel químico daquele que nos trouxe o SARS-Cov-2. 

         - Há algo de que o país é fértil para além da muita corrupção: a leviandade pública, o salve-se quem puder, que se lixe o cidadão. Exemplo recente: os aposentados da Caixa Geral de Aposentação. Inquiriram do montante mensal que iriam receber por mês, obtiveram a resposta e meteram o requerimento iniciando nova vida. Quatro meses depois, dizem-lhes que o organismo se enganou no cálculo e eles terão de devolver ao Estado o excedente, uns 90 euros, outros cento e tal euros mês e acrescenta: é da lei. O Estado e a sua Administração Pública, incompetente, baldas, nas tintas para os cidadãos, passa incólume sobre tudo e todos. Apurar erros, não é hábito em Portugal. 

         - Morreu Maricarmen Abascal, a senhora que originou o mar de protestos contra os despejos em Espanha. Tinha 87 anos e estava internada num hospital de Madrid desde que foi despejada da casa onde viveu parte da sua vida. Não se conhece o que provocou o seu desaparecimento. Eu, quando a vi na TV, parecia-me uma senhora com vitalidade, estranho a sua morte. Seja como for, os espanhóis erguem-lhe pequenos altares nas ruas com a sua imagem e muitas flores.  

         - O governador do estado norte-americano da Califórnia, proclama a aplicação da 25ª. emenda da Constituição dos Estados Unidos para afastar Donald Trump. Motivo: o homem é “doente mental”. Há quanto tempo venho eu dizendo o mesmo nestas páginas. Se os americanos me lessem... 


terça-feira, outubro 06, 2026

 Terça, 6.

Que desordem vai por aí! Não é ainda a barafunda dos tempos de Costa, mas para lá caminha aos passos trapalhões de Montenegro. Para já, pergunta-se quem não faz greve nestes dias atormentados? Todo o mundo se encolhe porque a revolta atinge sectores tão diversos como: os empregados da easyJet, os professores, os fatigados da ALMA, os tristes dos bancários, os escuros das prisões e estou a esquecer-me de outros mais. 

         - Este desassossego, também acaba por atingir os profissionais da inquietação que comentam o discurso de António José Seguro do palanque da Câmara de Lisboa, no Largo do Município vazio de republicados à parte os profissionais da política obrigados a marcar presença (o povo aproveitou a greve para descansar, ferrar os ouvidos e engordar com dois quilos de torresmos), com as palavras que se lhes adaptem, embora eu continue sem perceber quem é e o que pretende o actual Presidente da República. Até aqui, as suas intervenções foram, de um modo geral, delicodoces. Limpa um pouco o pó que está à superfície, lava daí as mãos e lá vou para Caldas da rainha. Enquanto Marcelo era o trolaró de serviço, este parece ser o da concórdia, um sorriso discreto permanente no rosto, um besoirar de lábios onde se persente “deixem-me em paz”?  

         - Talvez tenha a sua razão ou talvez não tenha razão nenhuma. Socialista do antigamente, rejeitado pela maioria da classe reinante ao tempo de António Costa, ei-lo desimpedido para pensar pela sua própria cabeça. Daí ter louvado o acordo entre PSD e PS para o Orçamento de Estado. Até aqui... acontece que toda a esquerda, cavalgando o risível, saltou em cima de um e outro afirmando que ambos deixam passar um documento fundamental... sem ainda o haverem conhecido. Todavia, o PCP e acólitos já disseram, preto no branco, que votam contra OE que me conste sem o... conhecerem. 

         - Quer-me parecer que a França vai renovar o Maio de 68. 

         - Fui à piscina. Lá encontrei os mesmos velhotes, um ou outro desconhecido, dois, nus, a untarem o corpo minuciosamente, sobretudo as partes íntimas (o “termómetro” e o resto) com um creme hidratante, enquanto discutiam a novela Ronaldo vs Jesus. 


segunda-feira, outubro 05, 2026

 Segunda, 5.

Pedro Sánchez, na sequência do escândalo Maricarme, decidiu chamar os espanhóis às urnas. Não sei se foi a melhor medida, sei que os socialistas vão ser corridos por corrupção onde estão chafurdados da cabeça aos pés. Ao querer modificar a lei da habitação que, de resto, vigora há imensos anos, afundou-se utilizando politicamente a senhora de 87 anos, presa a uma cadeira de rodas, e atirada porta fora da sua residência para um hospital. O problema dos socialistas é sempre o mesmo: são ou não social-democratas? Que tipo de ideologia os sustenta? Adoram a riqueza em pé de igual com a direita ou fazem dela o instrumento social capaz de incitar a igualdade? Sánchez, como Macron, internacionalmente fazem a diferença numa Europa rendida e bajuladora de Trump; internamente são incapazes de pôr de lado as ideologias e trabalhar em prol de uma sociedade mais justa e equilibrada. 

         - Eu, como os meus leitores se recordarão, fui sempre defensor de Rui Pinto. Entre os “crimes” que ele praticou ao assaltar certas páginas transaccionadas na Internet - esse alçapão de misérias e vigaristas da pior espécie -, pondo a descoberto crimes de lesa-majestade que fulanos do futebol e não só praticam atrás do tapume da impunidade tecnológica, esses crimes, comparados com aqueles que ele pôs a nu, não passam de adendas morais que outros países aproveitam para caçar tubarões humanoides. Veja-se o caso do Manchester City, tão bem aproveitado pela justiça do Reino Unido, que acusou a instituição de 114 casos de corrupção ou a França que tão grata ficou ao hacker, para não falar no (entre nós misterioso) caso Benfica e por aí fora. Em Portugal, com a rama de advogados que conseguem dar várias voltas às leis até as corromperem, abusando do calvário de prescrições, os crimes acabam mortos por nunca terem existido. 

         - O funcionários públicos, estão muito agradecidos à CGTP pelo fim-de-semana duplo. 

domingo, outubro 04, 2026

Domingo, 4.

A parte de o Pentateuco consagrada ao Êxodo, é sem dúvida a mais fascinante, não obstante as imensas contradições. Ocupa-se da adopção dos filhos de Israel e da construção da Casa Comum. Depois de a rebelião dos israelitas, YHWH, todo misericordioso, revela-se o único e verdadeiro Deus. Conduz Moisés e seu irmão Aarão através do deserto, com muitas privações pelo caminho e descrença do povo, sacrifícios e desistências, montanhas, mares e nesse longo caminho, vai construindo as bases que hoje sustentam não só o judaísmo, como o cristianismo. É certo que com a vinda de Jesus Cristo, alguns fundamentos foram abalroados e daí, talvez, as muitas perseguições dos judeus até à crucificação na cruz. Os ortodoxos judeus, não aceitam o Novo Testamento, porque rejeitam Jesus. Segundo eles, Deus tal qual o imaginam e crêem, não podia descer entre nós para morrer numa cruz como tantos humanos (dois dos quais de cada lado) às ordens de Pôncio Pilatos que, de resto, lavou as mãos da condenação farto das insistências falsas dos judeus. Seja como for, a verdade é que é na junção do Antigo Testamento com o Novo Testamento, estão as bases onde assentam muitas religiões emanadas de um Deus único. Aliás, há muita coerência, entre um e outro, apesar de distarem séculos. O Messias sabe-se que viveu na Palestina no reinado de Tibério é, portanto, uma verdade irrefutável. E também é histórica a Grande Revolta Judaica de 66-71; nessa altura Roma destruiu Jerusalém e o seu Templo, assim como uma grande parte da Judeia.    

         - Liguei a televisão. De repente vejo-me na Sé da Madeira, sendo dia da Armada, cheia de militares de farda branca, oficiais de condecorações ao peito, e o seu bispo Nuno, de rosto gorducho e feliz, tecendo panegíricos a suas “excelências” a maior parte de uma mediocridade confrangedora. Desliguei. Não suporto ver e ouvir o despautério sacerdotal, na casa de Deus, eleger cristãos de primeira e de segunda, os primeiros instalados junto ao altar-mor, os outros na rectaguarda perto da porta da rua. Imagino a almoçarada que se segue com os funcionários eclesiásticos.  

         - Este mundo está metamorfoseado no inferno. A semana que findou, trouxe-nos mais um atentado terrorista. O avião da companhia Flydubai com destino a Telavive, tinha como co-piloto, um radical que possuía a intenção de o estatelar no solo e, para isso, desatou a golpear com um canivete o comandante. O alarde chegou aos passageiros que se precipitaram para a cabine. Por sorte, entre eles, seguiam dois pilotos de carreira que prontamente se ocuparam do aparelho, e quando este estava perto do solo, conseguiram orientá-lo para o aeroporto da Arábia Saudita onde aterrou sem problemas. Ao que parece, o assassino tinha ordens criminosas do Irão.  

         - Alinho estas linhas apenas para não me sentir só. Teresa de Sousa que o Torquato da Luz me apresentou (julgo) no Jornal Novo, escreve hoje no Público sobre a situação complexa do mundo, com a guerra quase instalada na Europa, enquanto “nós, por cá, passamos a semana a debater freneticamente o assunto Cristiano Ronaldo” e conclui: “Estamos todos bem.” 

         - Troveja, está escuro, chove.