Segunda, 29.
Interrogo-me e peço a Deus que nos poupe a tragédias como a que ocorreu na Venezuela. Se lá é o que se vê, aqui seria bem pior porque os que passaram pelo poder, PSD e PS, nunca se importaram com o nosso futuro, antes os animou e anima o poder pelo poder, a importância de suas excelências, a gestão do dia a dia. Estratégias e planos nunca foram o seu forte. Costa costumava dizer que ele fazia política - os outros executavam-na. Esperto, aproveitou e hoje está sem preparação nenhuma no lugar que os confrades lhe ofereceram. Nós ainda não nos vimos livres do caos em que ele deixou o país. Entretanto, o número de mortos e feridos não pára de aumentar: 1450 falecidos, 3158 feridos, 12760 desalojados.
- Confesso que tenho pena dos meus amigos que se submetem a uma vida fininha, sem nervos, sem vontade própria, rendidos ao deixa andar como se já não vivessem e tudo o que ainda usufruem lhes é completamente indiferente. Eles não têm uma companheira em casa - têm uma oficial do exército, uma comandante das forças vivas de terra, mar e ar.
- O conflito entre Irão e EUA recomeçou (se é que tenha alguma vez acabado). Os bombardeamentos e bloqueios no Estreito de Ormuz estão como sempre estiveram salvo em momentos idílicos, festejados pelos pobres políticos europeus, quando da cimeira na Suíça e França. Está tudo louco e ninguém compreendeu ainda que se encena uma guerra de largas proporções. Nunca o mundo esteve como está hoje, com tantos déspotas a vigiarem-se, a estudarem-se, a ensaiarem a saída mais oportuna para a terceira guerra mundial.
- Prometem-nos para toda a semana temperaturas a rondar os 40 graus centígrados. Por aqui, as alvoradas começaram para regas e pequenos trabalhos exteriores. Ontem, fiz quatro frascos de compota de ameixa e um bolo de noz. Dono de casa e proprietário de quinta, não tem vida fácil. Mais a mais o que se acrescenta nos próximos dias: piscina amanhã, quarta renovação da carta de condução, quinta espalha brasas, sexta de novo em Lisboa ao encontro de Fr. Hélcio, e a escrita, a leitura, etc. Para uma vida assim, exige-se disciplina, força de vontade, prazer de viver.
- Justamente, enquanto o calor não começar a chamuscar as pétalas delicadas das hortênsias, eis como o eu as trato e elas me devolvem a serenidade quando nelas pouso o olhar ao entardecer e ao amanhecer.




