Domingo, 12.
Ia-me a esquecer de informar que o ditador Kim Jong-un, foi reeleito para o mais rentável cargo político da Coreia do Norte. Eles chamam àquilo República Popular Democrática! Este “democrata” junto com os camaradas da Rússia, China, Israel, Irão, etc. têm um alto sentido de humor ou tomam-nos por idiotas?
- As eleições que hoje têm lugar na Hungria, são fundamentais para o destino do país como da União Europeia. O sinistro J. D. Vance, capitão de brega, esteve lá a apoiar o amigalhaço de Putin. Tanto ele como o patrão Trump, estão em campanha para destruir a União Europeia. Os ditadores, de direita ou esquerda, entendem-se às mil maravilhas. Tomando o povo húngaro por lorpa, num comício, em Budapeste, apelou ao voto em Orbán contra Péter Magyar. Mas disse ainda que a sua visita era um sinal de apoio “especialmente aos burocratas de Bruxelas” que acusou de serem “um dos piores exemplos de interferência eleitoral” – ele que veio dos confins do globo intrometer-se nas eleições presentes! A esta tropa fandanga que nos governa, lata não falta e bom senso muito menos.
- A polémica miserável que por aí vai, a propósito do nome e da obra de José Saramago, discutida como plataforma de aprendizagem do português nas escolas. Uns são contra porque o homem distribuía sabedoria de esquerda; outros porque a sua forma de escrever o português é demasiado complexa para os conhecimentos (e cabecinhas) dos alunos. Então, a dada altura, alguém aventou (dentro dos esquemas mesquinhos e pequeninos dos que ensinam e governam) que não estava em causa a ideologia do romancista, tanto assim que para o substituir vinha outro, Mário Cláudio, alinhado politicamente com o nosso Nobel. A pergunta que faço é esta: “Vocês os que possuem teorias literárias, leram porventura algum livro do autor que propõem?” É que se Saramago vos é inacessível, Cláudio eu vou ali e já venho...
- Soubemos no final da semana, que a Santa Casa teve lucros no montante de 43,6 milhões de euros! O que se pergunta é quem ficou sem assistência, quem morreu de fome durante o ano passado, quem vive na rua ou em condições inumanas.
- Estou de lareira acesa. O vento aqui anda e ciranda em torno da casa, o frio acompanha-o e para não morrer regelado, voltei ao conforto do Inverno.