Sábado, 17.
Ouvir aquela personagem líder parlamentar do Chega, ao estilo de quem come um porco todos os dias, a falar da lei e justiça a propósito das manifestações dos que dormem na rua ou em vãos de escada por não terem casa como aconteceu no Porto, é escutar o íntimo de um pequeno nazi prezo pelo beicinho ao seu chefe. Ele, Ventura, Montenegro, Pedro Duarte e o dos esquemas, Sr. Luís Neves, fizeram-me lembrar os tempos que antecederam os terríveis anos do nazismo. A resposta não se fez esperar e chegou no dia seguinte com cerca de 4000 mil pessoas ao lado dos infelizes que apenas reclamam aquilo que o 25 de Abril disse que iria realizar e até hoje, 50 anos passados, não só não concretizou como piorou, embora esculpido na Constituição – o direito a habitação condigna.
- Eu se fosse político tinha vergonha. Um recente relatório diz que a pobreza não só se mantém, como aumentou. Li e encolhi-me de dor e tristeza por ter um teto onde durmo descansado, quando 2,8 mil milhões de pessoas vivem em casebres a imitar casas, e destas 330 milhões não têm teto. Foi contra uma parte destes seres humanos que a Polícia, comandada por um homem pejado de esquemas, que deve conhecer os podres de uma centena de políticos e gestores, mandou atacar com palavras como fazer cumprir a lei e a ordem, ele que está manchado até ao tutano do incumprimento que reclama aos demais. Neste contexto, ponho de parte Luís Montenegro, que se permitiu pagar a pronto 800 mil euros por um duplex na Lapa, e ninguém o questiona como conseguiu ele tal riqueza pessoal, quando a sua vida foi sempre a de deputado. Claro é que uma personagem como esta, tem forçosamente de estar em sintonia com o homem das negociatas quando esteve à frente da Polícia Judiciária e agora do Ministério da Administração Interna. Não é por acaso que os elogios do primeiro-ministro ao seu ministro, são sempre os primeiros da lista dos que por timidez ou medo se abstêm. Montenegro, aprendeu rápido a magia da propaganda de António Costa, e apregoou cheio de lata que vivemos sólidos e com vida airada.
- A última de Donald Trump como presente ao seu amigo Vladimir Putin. Contra a aprovação pelo Congresso em Setembro e assinada por ele, foi adiado o pacote de sanções contra a Rússia. Motivo: “Os interesses nacionais dos Estados Unidos.”
- Zelensky parece ter sido abandonado por toda a gente, a começar por Trump que o detesta por fazer frente à aliança com Putin. Os homens de negócios são violentos, atiram a matar todos os que se lhes atravessam na frente, o dinheiro é o seu deus omnipresente e omnipotente. Quando se sente abandonado, volta a fazer um périplo pela Europa e ouve sempre as mesmas promessas, no caso de Costa, no seu inglês cómico e o tradicional sorriso feliz de quem soube endrominar meio mundo, devem diverti-lo. Mas, regressado a Kiev, é a morte e a destruição que preenchem os seus dias. Felizmente o povo ucraniano é inteligente e do nada nasce uma defesa que surpreende o mundo e acaba por ser exportada resultando daí os cifrões necessários à protecção do país. Zelensky é um herói, o único num Planeta de gananciosos e desumanos dirigentes, que tem de fazer frente a um ditador furibundo e uma Europa amedrontada, habituada à comodidade da vida indolente protegida por outros.