Terça, 9.
Ontem reabri o pátio para o Verão. Logo se seguida, mergulhei na leitura de Génesis. A dada altura, depois de Abraão se lamentar ao Senhor por a mulher Sara não lhe dar filhos, YHWH diz-lhe que os faça com a criada Hagar. Indo ele nos oitenta e seis anos, a criada deu à luz o seu filho Ismael. Algum tempo depois, o Senhor volta a aparecer ia Abraão em noventa e nove anos, e promete a Sarra dar-lhe filhos que acrescentem gerações e formem nações. Ela diz-lhe que dada a sua provecta idade, já não tem os desejos de então. Deus não se demove e o marido decide com o seu filho Ismael fazer circuncidar o seu prepúcio como o do rapaz. Muito do que a Bíblia nos inspira, foi posto de lado pelos positivistas para quem o conhecimento científico conta como exclusiva fonte de verdade. Mais recentemente a Ciência que recolhe da realidade o que vê, apalpa, suga. E nos nossos dias, o capital enquanto fonte de realização ou rejeição, poder e consumação do arbítrio sobre os demais. Contudo, o que há de fascinante é que os nossos antepassados acreditavam que Deus e só Ele, era capaz de tudo realizar. Como aconteceu com Sara que engravidou indo Abraão nos cem anos e deu à luz Isaac.
- Nos balneários da piscina, os velhotes nus e de sólidas barrigas de torresmos, discutiam a visita do Papa a Espanha. Um deles dizia: “O homem é americano, Trump, humm não me convence.”
- Voltei a pôr Seguro de quarentena. Ele está a comemorar o 10 de Junho na Terceira, Açores. Quando lhe perguntaram o que pensava sobre a Base das Lajes, descartou a pergunta, acrescentando que Portugal deve ter boas relações com a América e (para aliviar) com os países da NATO. Sim, o que Portugal necessita é de governantes fortes, como os de Espanha, França, Reino Unido e Alemanha. Há muito que devíamos ter deixado a subserviência, o temor, a falta de carácter. E lembrar-me eu que ele em campanha disse que devíamos pensar em renovar o acordo sobre a ocupação das Lajes.
- Verão curioso este, empurrado pelo vento forte e frio. Todas as manhãs, enquanto rego, estou enrolado num casacão de lã porque o frio assim o exige.
