domingo, fevereiro 01, 2026

Domingo, 1 de Fevereiro.

Dou comigo a magicar que o problema de Donald Trump é a doideira. O homem é maluco, foi corroído pela ganância, pelo seu excessivo ego. Depois, os que estão à sua volta aproveitam-se, oram em torno da imagem senil que se besunta de poder. Os americanos já se deram conta do desvairado que puseram à frente dos destinos do país, a sua impreparação, mas como a Constituição dos EUA dá ao Presidente todas as decisões possíveis e imaginárias ele, sendo Trump, temo-lo rei do universo, inclusive do subsolo das terras profundas onde os metais precisos o levam ao desvario. 

         - Esperemos ruidosos a observar o que vai rebentar no Irão. Trump ocupou praticamente todo o Golfo Pérsico com a tralha do porta-aviões Abraham Lincoln, robusteceu as bases militares americanas no Médio Oriente, colocou mísseis prontos a actuar, enviou centenas de militares e todo este arsenal bélico para quê? O Irão dos Ayatollahs, sendo o que é há 40 e tal anos, respondeu-lhe que experimentasse atacá-lo. Trump não percebe nada da concepção da morte e da vida para os povos persas e outros que por lá pululam. O sacrifício para esses povos é quase desejado enquanto projecção na outra vida em que acreditam fielmente ao contrário dos cristãos que deixaram de admitir que este mundo é apenas uma passagem. Depois existe o próprio regime, sustentado por uma milícia feroz, que protege até à morte o seu chefe nacional e religioso. Se a este governo centralizador e déspota, se juntar a potência que o país é, o seu material nuclear e devastador, eis o quadro que levará a América a deixar em solo estrangeiro os seus melhores filhos. 

         - Na realidade a fúria do Kristin deixou por todo o lado um rasto de morte e destruição. O centro do país está num montão de destroços e as populações sem água nem electricidade, comida e telecomunicações parecem abandonadas à sua sorte. Toda a gente da política usa a desgraça em seu proveito próprio e o Governo, com Luís Montenegro à frente, parece não ter consciência das responsabilidades que lhe compete assumir. Há tantos departamentos, tantos ministros e ministérios, tanta polícia e soldados, e ninguém possui conhecimentos para repor o mínimo de conforto às populações infelizes. Hoje como ontem, hoje como no passado, não sabemos organizar, prever, pensar o futuro. Somos uns tontos alegres ao sabor da vida. 

         - “L´homme scrute le silence, mais le silence scrute l´homme.” Max Picard anotado por Julien Green (pág. 707).