sexta-feira, fevereiro 06, 2026

 Sexta, 6.

Escrevo estas linhas na Fnac. Estive na Brasileira a levar um pouco de conforto moral ao João que atravessa um período de doença que espero seja passageiro. Manhã serena, matizada por luz baixa e um não sei quê que me devolveu para outros tempos quando o Chiado era local de cultura e resistência. Vim no meu sereno autocarro da Carris, atravessando campos onde era visível o horror que sacudiu o país. Tanta desolação por todo o lado, como se tivéssemos sido atacados por uma guerra - tal a imagem de dor e espanto onde os nossos olhos pousam. 

         ~ Os óculos de António Seguro, se for verdade o que me contou um farmacêutico, custaram 5 mil euros! Eu não dava dez reis de mel coado. Que coisa tão horrível e inestética! Domingo vou votar nele, embora não acredite que possa mudar o clientelismo, a corrupção, a falta de honestidade e incompetência da Administra Pública. 

         - Um exemplo. Anteontem andei a saltar de metro em metro e em todas as estações por onde passei as escadas rolantes e elevadores não funcionavam e assim estão há uma data de meses. Todo o funcionalismo público segue este miserável exemplo. Estão protegidos pela imposição dos sindicatos que seguem a ortodoxia salazarenta. O povo que se resigne, o reinado é deles. Que se lixem as mães de bebés nos braços, os velhos trôpegos, os coxinhos coitadinhos, e toda essa gama de reumáticos pouco habituados ao ginásio em que se transformaram hoje as estações do Metro de Lisboa.