segunda-feira, janeiro 12, 2026

Segunda, 12.

Por aqui, apesar das vozes piedosas dos candidatos a Belém, dos políticos competentes que o 25 de Abril foi descobrir nos alçapões da ditadura, depois de 50 anos de democracia, o país que eles dizem estar mais humano, rico e culto, o facto é que a realidade, nua e crua, mostra criminosamente o contrário. No salve-se quem puder do corrupio de governantes, dos autarcas aos deputados, destes aos ministros e presidentes da república, todos sábios e votados à causa pública, não almejaram reformar Portugal ao ponto de o tornarem um país decente, equilibrado e humanista, onde as desigualdades não fossem escandalosamente evidentes e onde a pobreza salta aos olhos de quem não se ofusca com as mentiras que alimentam a demagogia, as aldrabices e os códigos de honra partidários. Esta foto, da “casa” que vou vendo crescer, mostra à evidência a mediocridade de governantes de todos os quadrantes partidários, que o país possui. Palmela tem sido desde Abril de 1974 até hoje, governada pelos comunistas. 

Atente-se no pormenor da câmara de segurança, à direita, já instalada. 

         - Dos programas da nossa miserável TV que encontro com algum interesse, sobretudo quando da revelação de grandes artistas desconhecidos, está o Got Talent. A edição de ontem não fugiu à regra. Pena que no júri esteja uma histérica que chama a si todas as atenções quando, como seria normal, elas estivessem focalizadas nos concorrentes. 

         - O pequeno Mendes, que levou uma vida a imitar o seu mestre Marcelo, aproveitando-se da SIC para os mesmos voos do seu compadre, está agora nos derradeiros degraus das sondagens à Presidência. Não vai estrear as imensas divisões do Palácio de Belém, mas pode passar os seus dias tranquilamente com a bonita reforma de 15 mil euros/mês (sem contar com o resto que a revista Sábado deu a conhecer). E lembrar-me eu que Cavaco, o confrade, a certa altura, referindo-se à aposentação de 10 mil euros, dizia não poder governar a vida com tostões tão miseráveis... 

         - Como a manhã havia sido frutifica, dei-me ao luxo de ir passear a Lisboa. Sim, passear sem mais. Andei pelo Rossio, subi ao Chiado e entrei numa loja de antigamente  onde a tia Dália gostava de se vestir. Saí com uma camisola.