domingo, junho 14, 2026

 Domingo, 14.

A semana que passou, foi levada em discussões, perdas de tempo, injúrias e hossanas na casa da balbúrdia em que se transformou o Parlamento. Nada daquilo contribuiu para que a vida dos portugueses se dignificasse, a democracia se fortalecesse, o futuro do país fosse mais promissor. Os nossos amargos políticos, formados não se sabe onde, levaram horas e horas uns a reivindicar bandeiras partidárias nos edifícios públicos, outros a arreá-las espezinhando-as no chão.  

         - Aquela coisa que dá pelo nome de Presidente dos Estados Unidos da América juntamente com o seu séquito mafioso, por celebrar hoje o seu octogenário aniversário, entende que o mundo deve estar de joelhos a agradecer-lhe tão divina vida. Assim, sem mais aquelas, exige ao Irão que comemore a data com a assinatura do acordo de paz que ponha fim à guerra que ele começou com o soldado raso Netanyahu. A pressão e tal, que até já se inventou uma resolução moderna, com assinatura electrónica e mais tarde a outra presencial. Mais honestas e credíveis, as autoridades iranianas não parecem convencidas e vão adiando o fim das hostilidades. A descrença em Trump é absoluta e ninguém parece interessado em confiar na sua palavra parlapatona.  

         - Temos sido muito mal governados e assim continuamos. Como podem os partidos quando são governo, exigir aos cidadãos que paguem a tempo e horas os seus impostos, coimas, serviços e passo, quando, como nos informa hoje o Público, eles devem 1,4 milhões em coimas!!! Sabemos porque o jornal deve ter os seus piões estrategos; de contrário nunca o saberíamos. Mais: as instituições competentes para denunciar o desaforo, escondem do povo quais os partidos e que importância cada um deve ao Estado, num claro desafio à falta de transparência exigida pela lei. Este país é uma choldra. Os políticos e os partidos estão claramente acima da lei. A réplica salazarenta está por todo o lado.