Quinta, 3.
A Câmara Municipal de Lisboa, decidiu relembrar os mortos da tragédia do elevador da Glória com um memorial. O seu presidente, especialista em propaganda, disse querer uma cerimónia recatada desde que as televisões não faltassem para registarem as lágrimas, uma a uma, a correr dos rostos dos infelizes. Ao acontecimento, perdão, evento nem faltou o camarada Rui Valério. A hipocrísia de tudo isto, está no facto de um ano depois, não conhecermos os responsáveis e as seguradoras não terem pagado as indeminizações a que estão obrigadas. Neste miserável país, só a demagogia e o populismo nunca falham e chegam sempre a horas.
- A maior tragédia humana não é vencer, é ultrapassar a inércia.
- A mim quer-me parecer que o senhor Luís Neves é o homem mais poderoso do país – tem-nos a todos na mão.
- Aqui, depois de uma certa acalmia, voltaram as temperaturas elevadas. Hoje 41 graus. Apesar disso, hoje pela manhã, carreguei quatro carros de mão de lenha para o alpendre.