sexta-feira, junho 05, 2026

 Sexta, 5.

Eu se tivesse que entrevistar Donald Trump, far-lhe-ia esta simples pergunta: por que razão não pode o Irão ter a bomba nuclear e os EUA podem? Decerto que a resposta viria na forma de um soco em cheio na minha ousadia. 

         - Uns quantos manifestantes da minoria trabalhadora que desceu à rua contra a reforma laboral, envolveu-se em agressões com a polícia. Não acredito que sejam adeptos da CGTP, mas tipos a soldo de outras organizações misteriosas. Seja como for, o que mais uma vez se viu foi que o PCP através do seu braço direito sindical, determinou a política ideológica e a propaganda sectária habitual. Se para nosso azar algum dia ele fosse governo, a maioria dos que desceram à rua anteontem, seriam obrigados a ficar em casa, amordaçados. 

         - O pobre do Sebastião Bugalho que vive em Estrasburgo à grande e à francesa como deputado europeu, queixou-se ao Observador “aqui ninguém me liga nenhuma”. Pudera! Que importância terá um deputado taxado por baixo como a maioria dos que ali estão em corpo presente? A importância que o sujeito pensa ter, só funciona num país pequeno, onde quem tem olho é rei. Aqui imperam os doutores analfabetos ou com o liceu tirado à tangente, os “comentadores” políticos falatando sem ganharem um tosto nas televisões (na rádio são mais os “especialistas”), assim como essa arraia miúda da recente leva de jornalistas. Não tem conta o número de vezes que estive em Estrasburgo, e nunca por um segundo tive curiosidade em ir visitar o Parlamento. Cruzes! Bastava presenciar os nossos deputados nas esplanadas e restaurantes da cidade, escutá-los nas conversas chulipas, com aquele ar provinciano de quem se sente acima dos demais.