quinta-feira, junho 04, 2026

 Quinta, 4.

O colunista do Público aqui tantas vezes citado, Sr. José Miguel Tavares, não deve ler-me e faz muito bem. (A propósito, ontem, em mais um documentário da SIC sobre as prestidigitações de José Sócrates e os milhões que nunca o largaram, embora nos queira baratinar que vive da reforma de 2.200 euros, menor que a do João Corregedor que apenas foi deputado, falou do figurão na sequência do livro que escreveu sobre a personagem romanesca. Há muito que não o via, e foi para mim uma surpresa observar como os anos lhe assentam bem, tornando-o menos feião e até o lábio superior se arredondou um pouco enquadrando um rosto com os óculos modernos que no-lo devolve airoso.) Bref. Ele acrescenta ao que eu aqui anotei ontem, uma série de dados que confirmam a minha visão da nossa vida partidária. Há muito que para mim a CGTP é contra-poder, que serve em primeira instância o PCP de onde emanam as ordens e a liderança da central sindical. Cita as numerosas greves gerais nos governos PSD, algumas no PS e nenhuma quando da “geringonça” de ma memória. Escreve: “A perda de força do eleitorado do PCP traduziu-se num agravamento da sua luta política através da CGTP.” E vai mais longe: “O sindicalismo no sector do Estado é o lugar que resta ao PCP para fazer prova de vida; um dos derradeiros resquícios das conquistas revolucionárias que perduram até aos dias de hoje.” Não podia estar mais em sintonia. 

         - Por falar  na peçonha. Acabei de pagar com língua de fora o “imposto Mortágua”. 

         - Recuso-me a trazer hoje para estas páginas os desaires do mundo, os loucos que o governam, as injustiças que se praticam, as guerras que proliferam, os mortos que não cessam de aumentar na Faixa de Gaza, Líbano, Ucrânia, Rússia, Irão, Sudão e passo. 

         - A surpresa, à mon âge, de acordar a meio da noite incendiado de desejos!