Domingo, 21.
“Raramente se escreveu moção tão tola e tão recheada de lugares-comuns. Com esta moção, o presidente do PSD e actual primeiro-ministro tem um único objectivo: o afirmar que não quer governar com o Chega nem com o PS. Que quer governar sozinho, ora com um, ora com outro, na esperança de ser derrubado, a fim de obter uma maioria absoluta. A nulidade desta ambição só tem um equivalente o da mediocridade dos propósitos.” Assino de cruz este parecer de António Barreto acerca de Luís Montenegro e do congresso do seu partido que decorreu este fim-de-semana em Anadia. Do mesmo, saiu a aberração de nomear o Bugalho para representante do partido em Bruxelas! Nunca me constou que o Parlamento Europeu tivesse um deputado oficial dos partidos nele representados. Eu adivinho a razão: Bugalhito queixou-se outro dia, suponho que ao Observador, que ninguém o conhecia em Bruxelas...
- O Chega depois de muitas promessas e piruetas trolarós, votou contra o pacote laboral. Nas galerias do Hemiciclo estavam os sindicados em força a assistir. Quando o impensável aconteceu, as bancadas do velho edifício explodiram de contentamento e vitória. O que me comoveu, não foi o projecto ir por água abaixo, foi as lágrimas quentes e sinceras do dirigente da Intersindical, Tiago Oliveira. Aquelas lágrimas traduziam envolvimento, sinceridade, paixão pela causa que defende, humanismo.
- A extrema-direita em tudo igual à extrema-esquerda, tinha um plano montado para virar o sistema democrático que temos e um projecto na clandestinidade: Movimento Armilar Lusitano. Associados estavam grupos neonazis, bem apetrechados com arsenal de armas, dinheiro a rodos, treinados e distribuídos pelas redes sociais onde recrutavam pessoal para as suas causas. Era objectivo liquidar “os indesejáveis” – Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva, Luís Montenegro, Ana catarina Mendes, António Costa alguns mais. À frente do grupo, há dois militares, um elemento da GNR e um fuzileiro da Marinha. Estes são suspeitos de fornecer armas e munições ao chefe da PSP envolvido no caso, e ainda terem entregado fardas camufladas. Quatro arguidos encontram-se em prisão preventiva.
- Estive no consultório do Dr. Octávio Simões a apresentar-lhe o resultado das páginas de exames a tudo e mais alguma coisa. Não falei, deixei-o analisar o que me havia ordenado fazer e mais o que a minha médica de família acrescentou. Confesso, nunca vi um médico tao feliz. Parecia que aquelas análises eram suas e a revelação da sólida saúde sem que um único parâmetro se desviasse do sagrado mens sana in corpore sano de Juvenal, lhe diziam respeito.
- A propósito deste excelente clínico. Há três meses que não tenho dores nenhumas e o meu coxear trouxe-me o brilhantismo dos meus vinte anos. Todo este orgulho, foi-me restituído pelo Dr. Simões. Coxinho, coitadinho ainda não virou o coxinho, coitadinho, velhinho.