segunda-feira, junho 08, 2026

 Segunda, 8.

Ainda não tenho opinião formada sobre António José Seguro enquanto Presidente da República. Contudo, aqui e acolá, surgem afirmações que começam a criar no meu espírito algo de consistente. Por exemplo. “As sociedades mais fortes se constroem (eu diria constroem-se) pela inclusão e pela capacidade de acolher.” 

          - No sábado fui convidado para um almoço. Acontece que pelas ruas de Lisboa havia arraial pelos direitos de LGBTI+. Nada contra ou antes pouco a favor. Gosto de festa, aceito o espectáculo de rua, mas não alinho muito com exibições deste tipo porque não acredito na sua eficácia conhecendo o que está na sua origem. São as mentalidades que há que mudar, a sociedade como um todo, e uma vez estabelecidos os direitos de cada um ser o que deseja ser, as leis serem cumpridas e admoestados os que as contrariam. Ponto final. De contrário, exposições como aquelas, são, no estado moral actual da sociedade, uma violência que contribui ainda mais para que as mentalidades não mudem. 

         - Está de novo incendiada a guerra entre Israel e o Irão. A noite passada violentas explosões em Telavive e Jerusalém, vindas de Teerão e dos seus aliados hiutis. São a resposta à política de Trump e aos bombardeamentos de Israel no Líbano. Os americanos deram o poder a um doido varrido e este pegou fogo em tão pouco tempo a uma boa parte do mundo. Para não falar nos danos económicos, artísticos, sociais que proliferam pelo Médio Oriente e se estendem ao resto do Planeta. 

         - Salva-nos o Papa Leão XIV. Em Madrid estendeu os braços a todos os infelizes que vivem ao deus-dará. O actor Antonio Banderas, foi ao seu encontro e disse-lhe: “Fui vítima do feitiço de Deus.”

         - De súbito, sabe-se lá porquê, sai da cartola dos resignados, uma voz que se ergue à proa da coragem e do bom senso: Francisco Guimarães. Ontem, no comentário da SIC que temos de gramar sobre o Mundial de Futebol, aquele comentador, afirmou sem pejo, que começa a ser hora de pôr Cristiano Ronaldo no armário, de modo a que a equipa como um todo possa libertar-se da vaidade daquele seu membro e vencer. 

         - A necessidade da escrita em mim, é tão emocionante como a existência de Deus. Esta, porém, fragiliza-me e fortalece-me ao mesmo tempo. A verdade é que, tudo o que diz respeito a Deus, deixa-me emocionalmente de rastos. 

         - Fui ao Chiado desfazer-me do que havia feito no sábado: trocar por um número acima calças e camisas. Não porque tenha engordado – mantenho os meus clássicos 64 quilos –, mas porque não gosto de roupa assertoada não vá os olhares indiscretos possuir o meu elegante corpinho...