quarta-feira, agosto 26, 2026

 Quarta, 26.

O jogo favorito dos nossos políticos é o ping-pong. Eu não conheço ou não me dou conta que um tal desporto seja praticado tão assiduamente noutro país europeu. No centro do campeonato, já se apresentou várias vezes a Segurança Social e as reformas. Voltou agora com o PSD quando já esteve com o PS e rodou sempre que necessário, ora para um, ora para outro, meter medo aos velhinhos, coitadinhos, já pobrezinhos por destino e condição. Todavia, nunca li nas diferentes alterações ao computo das pensões, nada que restabelecesse o escândalo dos que auferem várias reformas, por morte do seu cônjuge, por acumulação de cargos e acabam velhos ricaços enquanto a seu lado milhares e milhares de seres humanos vivem o resto dos seus dias cavando com as unhas dos pés e mãos a sepultura. A única constatação que se tira, é que debaixo da terra somos todos iguais – espécie de vingança do destino, igualar todos numa mesma língua de chão. 

         - Quando escrevo (não falo do romance, embora ele seja o centro dos meus pensamentos), é como se a vida voltasse em força a correr nas minhas veias. Vem do fundo de mim um ímpeto de graça, uma hossana que se repercute e me remete para o centro de mim, uma força adormecida que julgava abatida para sempre. As palavras reencontram-se na arena da página em branco e são em si a ululação a que todo o meu ser se irmana na conjugação dos verbos viver e ser. 

         - A ver vamos que reacções terá o mundo civilizado à última investida prepotente de Donald Trump na rixa com o Irão. O senhor todo poderoso, que encara o mundo como se fosse o seu campo de batalha, se apropria dele pela força como se estivesse no tempo das conquistas feudais, não tem a noção do ridículo na forma como expõe e usa um grande país com uma democracia archi estabilizada. 

         - Vou fazendo a vida prática. Ontem, fui ao tanque tecnológico lavar o cobertor de papa que durante anos serviu de tapete no meu quarto e de caminho efectuar pequenas compras em falta na cozinha. Conduzir já não me custa, embora o pé maroto esteja um pouco inchado. Vejamos que me diz esta tarde o Dr. Octávio Simões.