Sexta, 23.
Putin e Trump, por interposto especulador imobiliário seu assessor, trocaram salamaleques de humanismo, disputando qual deles seria o mais humano. Isto aconteceu nos salões de ouro do Kremlin pela tarde; à noite o primeiro despejou uns quantos mísseis sobre Kiev matando crianças, destruindo edifícios, semeando a destruição. Quanto ao segundo, cogitando com Netanyahu, preparam ambos uma ofensiva que o louco varrido promete ser definitiva. É o humanismo da guerra.
- O nosso Bugalhito, ficou excluído de vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Popular Europeu por uma mulher na troca de cadeiras entre machos e fêmeas. É a vingança delas contra um tipo que arreia a eito nas indefesas criaturas que caiam pelo beicinho aos seus pés. O pequerrucho, ao jeito do seu congénere Jordan Bardella, muito apinocado à moda antiga, hirto, um sorriso de vitória que aprendeu em Santarém quando catrapiscava o miudame à saída da escola, e depois utilizou nas suas homilias televisivas, muito antes da definitiva e hipnótica mirada a Luís Montenegro, tem vindo a segurar-se pelos fios mágicos da partidarite como aconteceu a José Sócrates com António Guterres. O final só conheceremos se virmos o filme até ao fim.
- Os epopeicos miúdos levantaram as tendas onde dormiam, no Rossio. O tempo mudou, as noites são mais frias, húmidas e dentro de uma tenda difíceis de suportar. O pior é que não temos gente com competência para mudar o país e fazer as reformas que os dois partidos, ronceiros e cúmplices, nunca conseguiram. Um porque deposita na iniciativa privada toda a dinâmica; o outro porque malbarata o tesouro público em ajudas imediatas aos pobrezinhos que tanto jeito dão às ideologias, mas não equilibram as contas públicas, nem criam riqueza.
- Voltando ao louco americano de seu nome Donald Trump (os italianos dizem Donald Trampa, terão as suas razões). Há uma parte de loucura no homem que até podia animar o mundo, porque o desarrumo do apuro presidencial é tal, que seria útil ao contrabalanço da hipocrisia e importância da maioria das excelências dos nossos dirigentes. Outro dia, a criatura, depois de ter versado sobre a dimensão dos pés dos seus acólitos em ligação com o que cada um tem entre as pernas, falou agora do traseiro de um dos seus próximos na Presidência. Acha-o demasiado grande e isso desagradou-o ao ponto de falar do assunto mais do que uma vez. Certa imprenssa americana dúvida que com a idade não espreite ali a homossexualidade.