terça-feira, outubro 06, 2026

 Terça, 6.

Que desordem vai por aí! Não é ainda a barafunda dos tempos de Costa, mas para lá caminha aos passos trapalhões de Montenegro. Para já, pergunta-se quem não faz greve nestes dias atormentados? Todo o mundo se encolhe porque a revolta atinge sectores tão diversos como: os empregados da easyJet, os professores, os fatigados da ALMA, os tristes dos bancários, os escuros das prisões e estou a esquecer-me de outros mais. 

         - Este desassossego, também acaba por atingir os profissionais da inquietação que comentam o discurso de António José Seguro do palanque da Câmara de Lisboa, no Largo do Município vazio de republicados à parte os profissionais da política obrigados a marcar presença (o povo aproveitou a greve para descansar, ferrar os ouvidos e engordar com dois quilos de torresmos), com as palavras que se lhes adaptem, embora eu continue sem perceber quem é e o que pretende o actual Presidente da República. Até aqui, as suas intervenções foram, de um modo geral, delicodoces. Limpa um pouco o pó que está à superfície, lava daí as mãos e lá vou para Caldas da rainha. Enquanto Marcelo era o trolaró de serviço, este parece ser o da concórdia, um sorriso discreto permanente no rosto, um besoirar de lábios onde se persente “deixem-me em paz”?  

         - Talvez tenha a sua razão ou talvez não tenha razão nenhuma. Socialista do antigamente, rejeitado pela maioria da classe reinante ao tempo de António Costa, ei-lo desimpedido para pensar pela sua própria cabeça. Daí ter louvado o acordo entre PSD e PS para o Orçamento de Estado. Até aqui... acontece que toda a esquerda, cavalgando o risível, saltou em cima de um e outro afirmando que ambos deixam passar um documento fundamental... sem ainda o haverem conhecido. Todavia, o PCP e acólitos já disseram, preto no branco, que votam contra OE que me conste sem o... conhecerem. 

         - Quer-me parecer que a França vai renovar o Maio de 68. 

         - Fui à piscina. Lá encontrei os mesmos velhotes, um ou outro desconhecido, dois, nus, a untarem o corpo minuciosamente, sobretudo as partes íntimas (o “termómetro” e o resto) com um creme hidratante, enquanto discutiam a novela Ronaldo vs Jesus.