Segunda, 5.
Pedro Sánchez, na sequência do escândalo Maricarme, decidiu chamar os espanhóis às urnas. Não sei se foi a melhor medida, sei que os socialistas vão ser corridos por corrupção onde estão chafurdados da cabeça aos pés. Ao querer modificar a lei da habitação que, de resto, vigora há imensos anos, afundou-se utilizando politicamente a senhora de 88 anos, presa a uma cadeira de rodas, e atirada porta fora da sua residência para um hospital. O problema dos socialistas é sempre o mesmo: são ou não social-democratas? Que tipo de ideologia os sustenta? Adoram a riqueza em pé de igual com a direita ou fazem dela o instrumento social capaz de incitar a igualdade? Sánchez, como Macron, internacionalmente fazem a diferença numa Europa rendida e bajuladora de Trump; internamente são incapazes de pôr de lado as ideologias e trabalhar em prol de uma sociedade mais justa e equilibrada.
- Eu, como os meus leitores se recordarão, fui sempre defensor de Rui Pinto. Entre os “crimes” que ele praticou ao assaltar certas páginas transaccionadas na Internet - esse alçapão de misérias e vigaristas da pior espécie -, pondo a descoberto crimes de lesa-majestade que fulanos do futebol e não só praticam atrás do tapume da impunidade tecnológica, esses crimes, comparados com aqueles que ele pôs a nu, não passam de adendas morais que outros países aproveitam para caçar tubarões humanoides. Veja-se o caso do Manchester City, tão bem aproveitado pela justiça do Reino Unido, que acusou a instituição de 114 casos de corrupção ou a França que tão grata ficou ao hacker, para não falar no (entre nós misterioso) caso Benfica e por aí fora. Em Portugal, com a rama de advogados que conseguem dar várias voltas às leis até as corromperem, abusando do calvário de prescrições, os crimes acabam mortos por nunca terem existido.