Sexta, 9.
Portugal, para nossa desgraça, não passa disto: a corrupção devora-nos. Ontem, cerca de mil elementos da Judiciária, andaram por todo o país à cata dos vigaristas que montaram um esquema de tal modo sólido e extensivo ao estrangeiro, de fuga ao IVA. No plano o Estado ficou sem 450 milhões de euros e deteve 39 implicados que faziam vidas de milionários onde os automóveis de 100 mil euros imperavam, a par de vidas airadas de luxo saloio e fantasias sem limite. O submundo dos pobres, dos trabalhadores honestos, esforça-se para manter a dignidade do país – em vão.
- Netanyahu e os companheiros ortodoxos, recordaram o terceiro ano do atentado terrorista de há três anos onde morreram mil e poucos israelitas. De então para cá, mataram 75 mil palestinianos inocentes, reduziram a escombros toda a Faixa de Gaza, fizeram um acordo de paz e não cumpriram, associaram-se ao louco Trump no ataque ao Irão, invadiram o Líbano, estão a destruir a Cisjordânia.
- O espalha-brasas causou tantos estragos levando a eito tudo sem pensar, que provocou um curto-circuito, a bomba avariou, tive uma inundação na casa das máquinas; para acudir a este desastre chamei o técnico do furo, dois canalizadores e por certo a conta da electricidade vai ser de montante. Até agora já desembolsei 120 euros.
Vim no autocarro que me trouxe de Lisboa a pensar no senhor José Manuel e com os meus botões disse: “Não posso desfazer-me de uma pessoa como ele que, quando da tempestade do início do ano, veio aqui numa aflição cortar as árvores tombadas, passou nesse trabalho uma manhã e quando lhe perguntei quanto lhe devia, me respondeu: `Numa aflição não se leva nada.”