quinta-feira, dezembro 25, 2025

Quinta, 25. 

Como é usual nesta quadra, muitas foram as mensagens a desejar boas festas e etecetera e tal. Não foram mais, como é usual, porque a NOS decidiu suspender os meus e-mails. A maioria pura hipocrisia ou embalo da quadra que tudo submete, do consumo à lembrança do aceno como coisa que se despacha por obrigação. À maioria não respondi e se o fizesse seria para agradecer que não se incomodassem em me recordar que ainda existem. Um ano inteiro sem um sinal de cordialidade ou simpatia, e agora como se fôssemos empresas com quem se trocaram produtos e encomendas, ei-los gratos e agradecidos. Há neste aproveitamento de uma quadra religiosa, um significado oposto: a reunião da família egoísta que ignora quem sofre por imposição do mercado e até da própria Igreja de todas as carências físicas e metais, económicas e sociais. Este ridículo não é consciencializado pela maioria dos católicos, sobretudo pelas beatas que o próprio Deus foge delas, que untam com palavras divinas a sua vida devassa e superficial, centrada na aparência e no aproveitamento dos dias à janela da sua disfarçada piedade.