Segunda, 20.
Pedro Sánchez vai pedir formalmente à UE que anule o acordo de associação com Israel. À Espanha junta-se a Eslovénia e Irlanda. Há muito que este acordo onde assentam as relações comerciais e financeiras com Israel, devia ter sido rasgado. Isto se a nossa querida União Europeia que tanto apregoa a moral em simultâneo com as ajudas a Netanyahu, tivesse vergonha e dignidade.
- O Papa está em Angola sempre acompanhado por um bando de multidão que o segue para todo o lado. Angola está no périplo por África – Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial – focado na paz e na concórdia entre os povos. O diálogo inter-religioso, não o furta a entradas de natureza política onde a exploração e a corrupção irrompem dos discursos e sermões. Leão XIV segue os passos de Francisco.
- Não há semana nenhuma que em qualquer parte do mundo não haja mortandade. Os motivos a maior parte das vezes não chegam a ser conhecidos porque o criminoso acaba morto pela polícia. Em França houve vários em escolas, nos EUA é quase normal haver ataques em centros comerciais e estabelecimentos de ensino, como ontem em Luisiana onde morreram oito crianças e o transgressor foi abatido pela polícia. Portugal também não escapa e ainda recentemente um rapaz matou a mãe sem qualquer ressentimento. Ou aqueloutros atentados a uma série de cientistas na América, entre os quais um português, que apareceram mortos sem razão aparente. Ou em Kiev há quatro dias, quando um homem sem cadastro abateu na rua seis pessoas. Este desvario, estou em querer, advém da situação mundial, directamente dos governantes sem humanidade, drogados pela riqueza, entronados pelo poder, ajeitando os ódios de estimação aos seus estados de alma onde não existe o mínimo de decência e compreensão do cargo que ocupam, humanidade e sagração da vida humana.
- Fortes dores nas costas. Resisto até onde posso aos medicamentos e o resultado foi uma noite infernal. Esta manhã, contrariado, tomei um Bem-u-Rom. Eu não devia queixar-me, pois levei toda a vida sem uma dor, a dormir como um gato feliz, sem o mínimo empecilho à vida plena. E ainda por cima, coxinho, coitadinho, a caminhar na originalidade que me conferia uma certa nobreza e o olhar compassivo que quase sempre escondia o desejo do envolvimento em fantasias secretas que aproveitei à exaustão... Portanto, caro de Sousa, não te queixes.