Domingo, 19.
Que desordem reina no mundo! Desde que Trump chegou à Casa Branca que nunca mais houve descanso num vasto leque de nações, guerras instalaram-se, países foram invadidos, ninguém tem poder para o afastar. Governa pela força, sem inteligência, tacto, sabedoria, à merce das mentiras que brotam da sua boca ante a estupefacção dos jornalistas e do mundo inteiro. Há dias, anunciou que o Estreito de Ormuz ia reabrir sob o seu comando, ontem este voltou a fechar sob a autoridade do Irão que sempre negou o acordo por ele apregoado. De Washington ordenou ao feiticeiro Netanyahu que parasse imediatamente de bombardear o Líbano. Nos acordos que ninguém conhece, essa exigência estava impressa preto no branco. Estamos nisto. O mundo do capital e dos negócios cospe-lhe em cima, as segundas-feiras são um vómito ante a subida dos combustíveis.
- Nós por cá estamos serenos, democráticos, prosseguindo com os nossos ódios de estimação. O novo PS parece ignorar que quem nos (des)governou foi uma figura de estimação que anda perdida pelos salões de Bruxelas e por coincidência foi chefe do Governo, ainda por cima da segunda vez com maioria absoluta. Nem ele, nem o actual dirigente do partido, nem os outros dirigentes de outros partidos, todos com a boca cheia do 25 de Abril que aí vem, todos sem excepção, conseguiram trazer “ao nosso Povo” uma vida respeitável e uma saúde minimamente credível. Quando eu vejo as filas de gente simples, trabalhadora, honesta para um médico nos centros de saúde logo às quatro e meia da madrugada como tem acontecido no Cacém, não acredito num país governado por faladores, propagandistas, falsos democratas. Nunca se viu naquelas filas nenhum deputado, ministro ou autarca – eles aprendem cedo a coçar-se para dentro.
- “Este é o verdadeiro conto exemplar. Jesus Cristo é o clandestino da vida humana. Não damos por Ele, mas Ele anda sempre connosco.” Fr. Bento Domingues.
- A taralhoquice da idade surge quando menos se espera. Esta manhã, entrou pelo meu cérebro ao preparar o pequeno-almoço. Pus na cafeteira o saco de papel, despejei a água que devia descer, mas de café nem aroma. Notei então que havia feito tudo direito, menos o essencial - pôr o café moído no filtro respectivo.