sábado, abril 04, 2026

 Sábado, 4.

Ontem assisti pela TV à Via-Sacra transmitida de Roma e presidida pelo Papa Leão XIV. Momentos inesquecíveis a tal ponto que adormeci mais tarde com a imagem interior de Jesus Cristo na cruz. Os textos que acompanharam cada estação, eram de S. Francisco de Assis decerto em memória do Papa Francisco. Il poverello acompanha-me desde tenra idade. 

         - Acerca da morte de Jesus Cristo, estou a ler um ensaio curioso de James Lacey. Segundo o historiador, se Sejano não tivesse sido assassinado, na desordem e traições que acompanharam Lívia, Germânico, Agripina, Druso,  

Caio (Calígula), nos anos de 32 e 33, nunca Pôncio Pilatos, nomeado pelo centurião para governar a Judeia, teria cedido aos interesses dos judeus – um povo em constante desordem. Tibério tinha depositado total confiança naquele que desde sempre o apoiou, mas perante a carta que recebeu de Apicata ex-mulher de Sejano, de Capri onde se havia refugiado farto das querelas e interesses de Roma, Tíbério manda assassinar toda aquela gente, incluindo parentes próximos. Pôncio Pilatos, apressa a morte na cruz de Jesus porque os acontecimentos, em certa medida, iam também recair sobre os seus ombros enquanto íntimo de Sejano. A desenvolver. 

         - Os dois assanhados ditadores, Trump e Netanyahu, andaram dias a afirmar que o Irão estava reduzido do ponto de vista bélico e eis que ontem um caça e mais outro e ainda dois helicópteros do Exército americano, foram abatidos pelos mísseis de iranianos. Os EUA procuram o piloto-norte-americano desaparecido; o Irão oferece recompensa a quem o encontrar. Assim vai o mundo. 

         - Veio aí esta manhã o espalha brasas, mais conhecido por senhor José Manuel. Adoro o homem. Chega cedo, pelas oito da manhã, e não pára um minuto. É uma figura seca, em constante movimento, que pega nisto e logo larga para se enfiar naquilo. Queria queimar alguns montes de vegetação, mas eu tive de o impedir devido ao muito calor que aqui faz. Assim, optou por serrar a lenha saída do abate das árvores tombadas e nas idas e vindas entre o telheiro onde a guardava, falava-me da família, dos mortos, e daqueles que não guardam os dias feriados e o chamam para trabalhos. É uma pessoa solidária, que gosta de ser útil, e sofre quando não consegue satisfazer os seus compromissos. Há poucos assim. Este é de ouro. 

         - Acaba de chegar o Mr. Jonhson. Vem desafiar-me para ir ao café e por aqui me quedo. Boa Páscoa para todos os que me acompanham nestas passadas titubeantes, onde para uns me exponho em demasia e para outros nunca me dou conhecer. É isto.