sábado, abril 11, 2026

 Sábado, 11.

O ladrão da corte, José Sócrates, é notícia por andar a fugir à cadeia. Na mente deste génio, com diploma tirado ao domingo, e que se integra no feliz acrónimo criado pelo eminente professor jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto TACO (Trump always chikens out), a sua inocência só é provada por um núcleo de portugueses onde se integra a esquerda extremamente bem representada pelo João Corregedor. A esta esquerda sectária não bastam os anos e a quantidade de processos, as provas provadas pelas escutas, o modus operandi da personagem, a sua ligação a este e àquele, os milhões que tudo compravam dizendo-se pobre e a viver dos dois mil e poucos euros da reforma do Estado, as juras que esses milhões lhe foram emprestados pelo empresário de Leiria com a garantia de lhe devolver até ao cêntimo. Como é possível que esta palhaçada convença o comum dos portugueses, que seja uma manobra política como a criatura quer fazer querer? O homem, com aquela barriga proeminente, aquele ar desafiador, que menospreza a justiça e os seus agentes, deixa todas as semanas o seu refúgio na Ericeira e surge nos ecrãs da televisão numa guerra que só tem um objectivo: atrasar e remeter os prazos de forma a prescreverem e ele sair inocente de todas as falcatruas que praticou. Para isso pergunta-se de onde lhe vem tanto dinheiro para pagar a advogados durante estes últimos dez anos!? Se se diz pobre...  

         - Ontem tinha, enfim, aprazado um almoço com a Alzira. Todavia, ao meio-dia, telefonei a desmarcar porque estava em guerra com o banco e as suas complicações de acesso à conta. Eles, todos, dizem que é para nos defender de intrusos, mas eu respondi ao funcionário brasileiro que me recebeu que os vigaristas, com ou sem excesso de zelo, fraqueiam tudo e são eles que devem milhões aos bancos forrados de segurança. 

         - Como estava perto do Corte Inglês, dei um salto ao último andar para almoçar. Aquela gente sabe do negócio. Como a razia de clientela é notória, reparei que os pratos tinham descido 2-3 euros. Não será muito, mas o suficiente para recolher a simpatia e forçar a tentação de novas idas ao restaurante. Por todo o lado, é visível o abandono dos clientes com todos os andares vazios, os restaurantes sem filas, um movimento escasso e as chegadas ao telemóvel dos descontos para esta e aquela secção. E ainda a procissão vai no adro. 

         - Aquela ideia maluca de que eu sou bonito, desinquieta-me. Esta semana, pelo menos duas pessoas mo assinalaram. A última foi hoje de manhã o barbeiro. Encontrei o brasileiro que me rapou todo e um outro (português) que me tinha cortado o cabelo há uns meses. Digo a este: “Outro dia um tipo brasileiro que não percebia o que eu dizia, dizimou-me a cabeça onde já pouco cabelo existe.” E ele olhando-me, responde: “Ficou mais bonito.” Aí aquele que me causou os estragos para além de se identificar, disse concordar com o parecer do companheiro. E eu para rematar a conversa: “Não fiquei - sou bonito.” À mon âge! Gargalhada geral.