Terça, 15.
Ontem, andei num corrupio por Lisboa a tratar de pequenas coisas sem importância absolutamente nenhuma, mas que fazem parte da vida moderna dos nossos dias. Almocei no C.I. e cruzei-me com o engenheiro, amigalhaço e rico, de José Sócrates. Fato azul completo, sem gravata, ao telefone a falar um inglês suspeito. O homem parece um ser simples, quase simplório, que deve ter sido manobrado pelo engenheiro de diploma tirado ao domingo, pois acredita que os milhões que lhe emprestou, sendo o ex-qualquer coisa pobre como repetiu inúmeras vezes, lhe pagará no outro mundo.
- Do que se tem falado na última semana com voz embargada, é de Inteligência Artificial (IA). Dizem os que a estão a desenvolver, que ela nos pode liquidar a todos e o mundo tal qual o conhecemos, desaparecerá. Jacob Coxon, antigo funcionário da Anthropic, que se demitiu para nos alertar do pesadelo que se prepara, afirma que a IA pode matar toda a humanidade até ao final desta década, tese acompanhada por outros colegas e empresas como Musk, Dario Amodei CEO da Anthropic, Sam Altman um ou outro mais. Contudo, ninguém nos explica ou dá exemplos do que se prepara. Coxon fala de inteligência artificial “superinteligentes”, capazes de se aperfeiçoarem a um ritmo superior ao da supervisão humana. Que quer isto dizer na prática? Não sei. Eu faço apelo muitas vezes à IA e depois de obter o resultado, tenho por hábito pensar se o que me foi fornecido faz sentido ou não. São informações comezinhas, mas ainda assim, desconfiado como sou dos modernismos, fico de pé a trás. A acompanhar.
- No romance de Valter H. Mãe, chama àquilo que eu tenho aqui em baixo, um termómetro. Tem alguma lógica na medida em que ele acompanha a temperatura de certos momentos íntimos... Já a turbamulta de “artistas”, são quatro por metro quadrado, nas suas canções pindéricas e pseudo populares, cognominam-no de cacete.
- Nos tempos da ditadura impunha-se a lei e a ordem; hoje com a democracia infunde-se “aquilo que o povo gosta”. Que idiotice!
- Tentei esta noite libertar-me do comprimido mágico que me lança num ápice nos braços de Morfeu. Já estou há alguns dias a tomá-lo partido ao meio, mas quis desfazer-me completamente dele de forma a entrar nos tempos passados antes da pancada da Água das Pedras. A verdade, porém, é que ainda não sou o que era e esta cabeça tonta não pára de arquitecturar o futuro longe destas paragens.