quinta-feira, setembro 10, 2026

Quinta, 10.

A Donald Trump tudo lhe é permitido, o dinheiro compra tudo até a imortalidade. Agora saiu-se com esta: quem votar nas intercalares para manter a maioria do seu partido, isto é, de sua excelência no poder, ele ou o Estado não se sabe, promete uma recompensa de 5 mil de dólares a cada cidadão! Pouco importa se a democracia suporta uma tal imoralidade, um tal poder, um tal descrédito, importante é que a maioria alcançada seja rectificada para seu gáudio e egocentrismo. 

         - Este governo vive como todos os outros de taxas sobre taxas, impostos sobre impostos, para que o Estado viva acima das suas possibilidades usando a riqueza que não lhe pertence. Quando digo Estado, falo dos seus funcionários – políticos, deputados, ministros e secretários, partidos, gestores de empresas estatais falidas – e toda a fauna que se alimenta dos nossos impostos. 

         - Acompanhei no carro enquanto viajava, a moção de censura proposta pelo Chega ao Ministro da Administração Interna, Luís Neves. Mais tarde vi excertos nos telejornais contra o homem que fala, mas nunca se explica e na Assembleia parecia humilde, abandonado à sua sorte, espécie de tiro ao alvo de todos os partidos salvo do PSD/AD. De súbito, sem que viesse a propósito, o ilusionista de serviço, Sr. Luís Montenegro, como se imitasse Trump, depois de ter dito que este ano não seria possível tal benesse, decretou o suplemento extraordinário para reformados e redução no IRS para os escalões de mais baixos de rendimentos. Quem brilhou e achei que tinha dom oratório, foi André Ventura. O homem a mim nunca me convenceu e não será nestas páginas onde raramente aparece que fará história. Tudo somado, aquela sessão foi medíocre, excelente para os democratas de pacotilha, mas inútil para a democracia ao deixar tudo como antes.