sábado, maio 09, 2026

Sábado, 9.

No seguimento do que ontem anotei, chamo por instantes a estas páginas, Gabriel Rolón. Diz o psicanalista argentino a propósito da solidão: “As pessoas têm medo da solidão e eu pergunto o que há na solidão para além de nós próprios? A pessoa que tanto teme a solidão tem isso porque não gosta de quem é ou porque tem medo de olhar para dentro e ver quem é. Não quer descobri-lo, e isso incomoda-a e perturba-a.” E conclui: “A solidão desfrutada e escolhida permite que nos façamos perguntas e tomemos decisões com mais calma:” (tradução de António Rodrigues)  

         - Trump o eterno louco, afirma que o cessar-fogo com o Irão continua válido, mas ao mesmo tempo ataca posições no Estreito de Ormuz e vangloria-se como uma criança demente: “Hoje provocaram-nos, nós arrasámo-los.” É um tirano à escala planetária, um facínora que quer impor a regra do pelotão de fuzilamento nos métodos de execução federais, como se o que existe – injecção letal, cadeiras eléctricas, electrocussão e gás azoto – não fossem suficientemente cruéis. 

         - Não posso aceitar a humilhação de que somos vítimas em fases críticas da nossa vida individual e colectiva. Refiro-me ao estado decadente do SNS. É ele que se devia deitar no bloco operatório para um tratamento de restauro geral a todo o seu tecido operacional. O que tenho experienciado no último mês, diz-me como a democracia falhou redondamente quando escraviza e humilha, desiste e incentiva a morte prematura de muitos dos nossos concidadãos. Homem de esperança e fé, vou recentrar a minha crença no convite que António José Seguro fez a Adalberto Campos Fernandes para elaborar um Pacto Estratégico para a Saúde, de modo a devolver o SNS aos portugueses, deixando definitivamente os jogos de poder, interesse e corrupção que nele se instalaram. Adalberto Fernandes é um homem sério, competente e afastado dos jogos políticos que tanto apodreceram o sistema de saúde. Assim os socialistas o deixem trabalhar. Eles que com o PSD nunca deixaram o poder desde o 25 de Abril e em conjunto têm arruinado o Serviço Nacional de Saúde.